Lá e aqui
O Congresso Nacional, pressionado pelas chamas nas ruas, trabalhou de verdade esta semana, aprovando projetos impensáveis até há poucos dias. E o que tem de projetos importantes, de verdadeiro interesse da população, na nossa Assembleia Legislativa? Nenhum. Mas contra interesses da maioria foram vários neste ano, principalmente aqueles que concederam benefícios e privilégios diversos para o próprio Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas. A grande verdade é que a Assembleia Legislativa, salvo raras exceções, não toma iniciativa em projetos de amplo interesse público e hoje só fica esperando os projetos do Executivo, que aprova com rapidez invulgar, sem maiores questionamentos. Mesmo porque, intramuros, funciona o balcão de negócios.
Se o governo de SC está dando toda atenção à Rota Caminhos da Neve, o gaúcho é indiferente. Uma manifestação, nas ruas de Bom Jesus (RS) dia 25, pediu ações do governador Tarso Genro para o trecho gaúcho do caminho entre aquele município e São Joaquim. A pavimentação encurtaria em 120 quilômetros o percurso entre Gramado e Florianópolis, passando pela Serra dos dois Estados.
Dizem os potins políticos nacionais que o governador Raimundo Colombo (PSD) tem marcado presença física mais que constante e desenvolta – além das que faz por telefone e outros meios – nas altas cortes de justiça do país, como o Superior Tribunal de Justiça.(STJ).
Nunca em tempos recentes, especialmente no momento politico brasileiro atual, com o povo nas ruas pedindo verdades, cabe tão bem a frase atribuída a Abraham Lincoln: “Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo”.
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou quarta-feira à proposta de emenda à Constituição que acaba com o voto secreto nas votações em plenário para perda de mandato de deputados e senadores. Seu relator, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) não estava presente na votação e o colegiado elegeu o deputado Onofre Agostini (PSD-SC) para representá-lo na defesa importante da matéria.
Confirmado, em consenso, seu nome como presidente estadual do PSDB, o senador Paulo Bauer já espalha o discurso de que o partido terá candidato ao governo do Estado em 2014. Seu nome é o que mais reluz.
O secretário Nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz, ficou muito chateado por ter sido criticado em redes sociais por, supostamente, incentivar o turismo náutico de Itajai, que acaba de conseguir milionárias verbas para construção de uma das mais modernas marinas do país, e esquecer Florianópolis em tal segmento. “Até pode ser”, concorda Lummertz, que faz uma ressalva: “Em Itajai querem e deixam fazer todo investimento possível em turismo náutico; em Florianópolis não querem e não deixam fazer”. A coluna assina embaixo.
Uma briga entre participantes de festa religiosa em município do interior, há dias, poderá acabar com a própria festa e dezenas de outras. Alguns veículos foram danificados e um advogado já se prontificou a ajuizar ação contra a capela, gerenciada por voluntários, visando obter indenização sob a alegação de que o evento não tinha segurança.
Que tal uma mobilização popular contra a proposta que anistia as dívidas de clubes de futebol, federações e confederações? A iniciativa prevê que as dívidas com INSS, Fundo de Garantia e Imposto de Renda – que hoje somam cerca de R$ 5 bilhões – sejam pagas através de investimentos na formação de atletas. Os cartolas do futebol – inclusive de SC – salvo raras exceções deram provas de que não merecem confiança. Porque vários deles, enquanto dirigiam seus clubes, ficaram milionários?
Freud deve explicar porque quase 100 servidores da Câmara de Vereadores de Florianópolis tem salário superior a R$ 20 mil. Bem mais do que ganha o governador e a presidente da República. Como chegaram lá? Não foi por concurso público, naturalmente.