Financiamento negado
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social rejeitou R$ 66,4 milhões em pedidos de financiamentos feitos por produtores rurais que tinham propriedades com indícios de desmatamento ilegal em SC nos últimos três anos. Este valor equivale a 0,5% do volume de solicitações de crédito feitas entre fevereiro de 2023 e abril de 2026. A informação está no balanço divulgado pelo banco sexta-feira. Em SC foram identificados 628 alertas ativos de indícios de desmatamento ilegal, o equivalente a 0,7% do número de solicitações de crédito feitas no período. Em todo o país, o volume de crédito rejeitado foi de R$ 1,1 bilhão.
Linguiça preservada (1)
Portaria publicada sexta-feira no Diário Oficial do Estado, assinada pelo secretário da Agricultura e Pecuária, Admir Edi Dalla Cort, revoga a portaria que altera os parâmetros de fiscalização sobre a linguiça Blumenau, que mesmo com Indicação Geográfica concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e patrimônio imaterial de SC, foi alvo de capricho de alguns burocratas que inventaram de querer mudar a receita do apreciado embutido, consultando a si próprios. Agentes públicos que deveriam ser chamados publicamente a se explicar.
Linguiça preservada (2)
Acerca do assunto, na Alesc, na mesma sexta-feira, antes da revogação da portaria, hoje, deu entrada a inusitada Proposta de Sustação de Ato (PSA) 1/2026, para suspender os efeitos da malfadada portaria. O inusitado disso é que os burocratas foram desenterrar uma mofada lei federal (9.279) do longínquo ano de 1996, para dar base à sua determinação.
Epistemicídio (1)
Maria Conceição Lopes Fontoura, doutora em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e representante da Fundação Cultural Palmares na Região Sul, escreveu artigo no “Correio Braziliense” destacando que SC, considerado o Estado mais branco do país, conheceu duas mulheres excepcionais: Antonieta de Barros, que foi eleita, em 1934, a primeira deputada negra do país, e Rita Maria, mulher negra popular na cidade, filha de pessoas escravizadas, que dá seu nome à Rodoviária de Florianópolis.
Epistemicídio (2)
A doutora diz que “a grandeza dessas mulheres negras possivelmente não faz parte do conhecimento do atual governador e de deputados estaduais” ao propor e sancionar lei vetando o programa de ações afirmativas em instituições estaduais de educação superior. Acrescenta que a Assembleia e o governador cometem epistemicídio ao não honrar Antonieta de Barros, defensora de educação inclusiva. Os dicionários dizem que epistemicídio é a destruição de conhecimentos, de saberes e de culturas não assimiladas pela cultura ocidental.
Boçalidade
Está aí o que o torcedor de futebol mais equilibrado detesta: ver jogadores da Seleção perdendo o foco no que mais se supõe que sabem fazer dentro do campo, para se “diferenciar” fora dele e atrair as atenções só para si em detrimento do resto da equipe. É o caso de Neymar, que resolveu mudar sua aparência com um novo corte de cabelo para a disputa da Copa. E, como sempre, de gosto discutível.
Misoginia (1)
A Câmara dos Deputados encerrou quarta-feira a fase de audiências públicas do grupo de trabalho que analisa o projeto de lei 896/23, que equipara a misoginia, definida como o ódio ou a aversão às mulheres, ao crime de racismo. O texto prevê penas de 2 a 5 anos de reclusão para combater discursos de ódio e a discriminação baseada na crença da supremacia masculina.
Misoginia (2)
A propósito, nos primeiros quatro meses de 2026, o Judiciário brasileiro concedeu 225.535 medidas protetivas de urgência para mulheres. De SC, um dado oficial recente assusta: em 2025 mais de 31 mil mulheres solicitaram medidas protetivas contra companheiros ou ex-companheiros.
Henry Borel
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) não se conformou com o perdão a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e já apresentou um projeto de lei proibindo que decisões judiciais sejam fundamentadas em critérios identitários ou baseados em questões sociais, como foi o caso. A juíza Elisabeth Louro a perdoou alegando que Monique foi vítima de perseguição implacável.