O que está ruim pode piorar bem mais no outrora respeitado Supremo Tribunal Federal. O provável futuro ministro, Jorge Messias, não reúne as credenciais, por mais esforço que faça, se for levado em consideração seu histórico de manifestações públicas. Algumas: na sua tese de doutorado sobre a AGU e o governo Lula, que citou 75 vezes em 328 páginas, ignorou a corrupção e os erros do PT; o impedimento de Dilma Rousseff foi um “golpe”; viu o mensalão atuando “em maneira partidarizada em detrimento dos interesses do PT” na Operação Lava Jato. Para ele Bolsonaro representa uma “trágica ascensão da extrema direita”. Perguntar não ofende: como, com tais opiniões, Messias poderá julgar com um mínimo de isenção?