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Rejeição
Um dado curioso na nova pesquisa do Instituto Neokemp, divulgada anteontem, mostrando o governador Jorginho Mello (PL), na melhor posição de intenção de votos (42,6%), é o índice de 22,8% dos entrevistados que não rejeitam ninguém. Entre os que rejeitam estão Afrânio Boppré (PSOL) – 22,6%; Jorginho Mello (PL) – 21,8%; Fabiano da Luz (PT) – 9,4%; João Rodrigues (PSD) – 5,5%; Adriano Silva (Novo) – 5,2%; Marcos Vieira (PSDB) – 3,2%; e rejeita todos – 9,5%. Sinal disso? Os candidatos agradam.
Nodoa para sempre
A UFSC celebrará 65 anos em 9 de dezembro, com homenagens a seis educadores, a quem concederá títulos de professor emérito e de doutor honoris causa. Nenhum demérito a eles; pelo contrário. Fossem outras as circunstâncias, este espaço se disporia a nominá-las e reconhecer seu mérito. Aqui, na sua quase insignificância, não o fará, já que tais honrarias perderam muito seu brilho desde que a mesma UFSC, em maio de 2023, em assombrosa, mesquinha e inesquecível sessão de seu Conselho Universitário, negou, por obtusa motivação ideológica, o título de professor emérito a um de mais ilustres docentes, Rodolfo Pinto da Luz, que foi seu reitor em três mandatos distintos. Esse insulto ao mestre, falecido recentemente, macula a instituição e apequena os “conselheiros” que negaram a honraria. Deveriam ter seus homes expostos publicamente.
Estado laico 1
Diz o artigo 19 da Constituição do Brasil: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embarcar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.”
Estado laico 2
Mesmo assim há sempre os que passam por cima dela, como a Câmara de Vereadores de Florianópolis, que aprovou nesta semana projeto de lei permitindo a utilização da Bíblia como recurso paradidático em escolas públicas e privadas da capital catarinense. O objetivo seria proporcionar a “disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica de seu conteúdo”. Hipocrisia. Se não há santos e muito menos leitores da Bíblia é no Legislativo florianopolitano.
Rota das ostras
Famosas em todo Brasil, as ostras produzidas em Florianópolis vão i ganhar uma rota, conectando sabores, histórias e pessoas do histórico bairro Ribeirão da Ilha, valorizando a maricultura e reunindo restaurantes, produtores e artesãos em uma experiência autêntica. O lançamento será segunda-feira.
Dinheiro no varal
Uma imagem de SC correu o mundo nesta semana: foi a de um varal cheio de notas de dinheiro, penduradas, que estavam secando após serem lavadas, com água e detergentes. Foram aprendidas em Joinville junto com um grupo investigado por movimentar mais de R$ 10 milhões em um esquema de lavagem de dinheiro. O Banco Central logo se apressou e divulgou instruções. A principal é de que cédulas com manchas, sujas, desfiguradas, queimadas, molhadas ou mofadas não podem circular e devem ser aceitas para depósito, pagamento ou troca em qualquer agência bancária, que é obrigada a recebê-las pelo valor integral e encaminhá-las para destruição. No comércio a aceitação é opcional.
Inspiração
A exemplo de Florianópolis – que instalou um posto de assistência na rodoviária – , outras cidades pelo país também estão pensando em despachar moradores de rua não nativos para suas cidades de origem. Várias câmaras de vereadores estão analisando projetos com tal sentido, como Curitiba, Belo Horizonte, Ipatinga (MG), Cuiabá e Campinas (SP).
Lançamento
Fabrício Oliveira, ex-prefeito de Balneário Camboriú e gestor responsável por algumas das decisões mais emblemáticas do município nos últimos anos, lança segunda-feira, às 19 horas, na Livraria Catarinense, do Balneário Shopping, o livro “Planeje o excelente, governe o possível e entregue o inimaginável” (Editora Gente). Boa parte é sobre sua trajetória como prefeito. Uma das ações que o marcou foi ter criado o Programa Abraço, voltado à prevenção da depressão e do suicídio.
Vilões da inflação
A inflação em Florianópolis foi de 0,21% em outubro, mas mesmo assim ainda está em primeiro lugar no índice acumulado dos últimos 12 meses entre as capitais (5,61%). No período, os vilões na capital catarinense foram o tomate (99,83%), café solúvel (59,01%), e o café em pó (47,93%).