Urnas confiáveis
Enquanto o senador e agora candidato oficial à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, insiste em desconfiar da urna eletrônica, o que lhe pode causar aborrecimentos, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de SC, desembargador Carlos Roberto da Silva, garante que o processo eleitoral brasileiro está entre os mais confiáveis e eficientes do mundo. Para ele, o resto é “desinformação”. Tomara que esteja certo. A confiança nele já foi maior.
Patrimônio cultural
As taipas de Urupema, muros construídos com pedras empilhadas, sem uso de argamassa, técnica tradicional difundida na Serra catarinense desde o século 19, que também têm relação com as antigas rotas de tropeiros, além de delimitarem e organizarem as propriedades rurais da região, agora são patrimônio cultural de SC, conforme a lei estadual 20.027, sancionada sexta-feira pelo governador Jorginho Mello. Elas são para nós, mantidas as devidas proporções, no tempo e na história universal, o que é, por exemplo, dentre outras, a maravilhosa Muralha de Adriano, de dois mil anos, com 117 quilômetros de extensão, que se estende por toda Grã-Bretanha, ligando o Mar do Norte e o Mar da Irlanda, visitadas por dezenas de milhões de turistas todo ano.
Defesa do ministro
Notícia diária na grande mídia nacional nos últimos dias, o ministro catarinense afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, reforçou sua cara e numerosa equipe de defesa antes do seu julgamento, dia 6. Contratou, sexta-feira, a advogada criminalista Maíra Fernandes, ironicamente conhecida pela defesa dos direitos das mulheres. Em 2019, ela ganhou notoriedade por atuar na defesa do jogador de futebol Neymar, alvo de uma acusação de estupro em um hotel de Paris, apresentada por uma modelo. Processo que foi arquivado por falta de provas.
Barbearia nudista
A busca da notoriedade parece não ter limites. Tem milhares de curtidas e visualizações em rede social, além de notícia na imprensa nacional nas últimas horas, a barbearia nudista de propriedade da influencer Dani Motta, em Florianópolis, onde a clientela masculina, consultada previamente, opta pelo atendimento com roupa, algo mais íntimo, ou sem. Os e as profissionais trabalham nus. O serviço completo pode chegar a R$ 4 mil.
Bons exemplos (1)
Institutos e associações formados pela iniciativa privada custeiam estudos técnicos e doam ao poder público para reduzir etapas de planejamento e viabilizar projetos de mobilidade, saneamento, turismo e desenvolvimento urbano em várias cidades de SC. Um dos principais exemplos é o Instituto + BC, que reúne cerca de 40 empresas e já destinou mais de R$ 10 milhões a iniciativas para Balneário Camboriú. O grupo participou da elaboração dos estudos que permitiram tirar do papel o alargamento da Praia Central. Também financiou a atualização técnica do parque inundável, necessária para garantir R$ 73 milhões destinados à segurança hídrica da cidade.
Bons exemplos (2)
Em Itajaí, mais de 60 empresas formaram o Instituto Mais Itajaí e já investiram mais de R$ 6 milhões em projetos estruturantes para as próximas décadas. Entre as propostas estão o projeto do novo Terminal de Cruzeiros, a ligação da BR-101 à Praia Brava (novo eixo para conectar o bairro Murta à Via Expressa Portuária), a ligação entre as rodovias Antônio Heil e Jorge Lacerda, trevo da BR-101 com a avenida Reinaldo Schmithausen), além de um programa municipal de habitação de interesse social. Os estudos são financiados pelos associados e doados ao município ou à União para subsidiar processos de licitação e execução.
Bons exemplos (3)
Outras cidades de SC também adotaram formatos semelhantes. Em Porto Belo, a associação formada por construtoras e incorporadoras investiu mais de R$ 1 milhão em projetos e licenciamentos, com entregas que incluem os molhes dos rios Perequê e Perequezinho e a urbanização de vias. Em Bombinhas, cerca de R$ 320 mil aplicados por empresários em projetos ajudaram a estruturar a captação de aproximadamente R$ 20 milhões para pontes e acessos. Já o Instituto + Gaspar investe cerca de R$ 300 mil na elaboração do projeto Gaspar 2035, que deverá orientar empreendimentos urbanos e estratégias de atração de negócios.
Miudeza
Mais uma ação, dessas miúdas, chegou ao TJ-SC há dias, procedente de Joinville. A corte julgou improcedentes os pedidos para obrigar moradores a interromper o uso de um fogão a lenha e para condená-los ao pagamento de indenização por danos morais. O recurso foi apresentado por vizinhos que alegavam sofrer com fumaça, fuligem e odores provenientes da chaminé do imóvel ao lado.