Ideal irreal
Num evento online, anteontem e ontem, promovido pela Federação Catarinense de Municípios, voltado ao debate sobre políticas públicas de atenção às pessoas em situação de rua, foi apresentado pelo MP-SC o Programa Moradia Primeiro, também conhecido como “housing first”. Trata-se de um modelo que prioriza o acesso imediato à moradia como ponto de partida para a reorganização da vida e a superação da situação de rua. Parece o óbvio ululante, mas raríssimas gestões municipais pensam nisso.
Volatibilidade
Até a eleição de outubro a volatibilidade do eleitor tende a ser uma marca. Há fortes indicadores desde já. Pesquisas espontâneas feitas nos últimos dias, aquelas em que o eleitor diz em quem irá votar sem consultar um cartão com os nomes dos candidatos, apontaram 51% de indecisos, índice que os candidatos ainda não estão dando maior atenção.
Urbanização
O IBGE divulgou ontem que o Distrito Federal foi, de longe, a unidade da Federação que mais ampliou, em 1,25%, o equivalente a 6 mil km2, sua área urbanizada entre 2019 e 2022. Em todo país foi de 0,05% no período. Na segunda posição aparece SC, com expansão de 0,35%, seguida por Sergipe (0,26%) e São Paulo (0,24%).
Inadimplência
Em junho, em SC, Paraná e Rio Grande do Sul registrou-se o impressionante número de 1.565.690 empresas inadimplentes, segundo o Serasa Experian. Só em SC foram 436.149 que, em termos financeiros, representou uma dívida média por empresa de R$ 34.470. Em todos país foram 14.501.143 de empresas com dívidas negativadas, que somaram cerca de R$ 51,8 bilhões no período. Enquanto isso, para o governo, tudo é uma maravilha.
Sonegação?
O mais recente estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), sobre a sonegação fiscal das empresas brasileiras, estima que cerca de R$ 2,7 trilhões em faturamento deixam de ser declarados anualmente no país. Entre os tributos, o ICMS aparece como o mais sonegado, seguido pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), evidenciando a dimensão das perdas fiscais e seus impactos na arrecadaçã’o pública. Nenhum analista se arrisca a dizer o que se ouve abertamente de quem tem empresa. Dizem preferir sonegar do que pagar impostos para o governo roubar. Pensando bem…
Estranho no ninho
Carlos Bolsonaro não faz um esforço maior para aparentar ser pelo menos um “catarinense adotivo”, digamos assim, como candidato representando SC no Senado. Não marcou presença em boa parte dos primeiros compromissos de campanha, incluindo um debate na Rádio Som Maior, em Criciúma, segunda-feira, por ter compromissos no interior de São Paulo.
Subcelebridades
Subcelebridade catarinense gerada pelo infame programa Big Brother Brasil, o bailarino e influenciador Juliano Floss foi notícia ontem nos principais jornais do país por ter anunciado que após mais de dois anos de namoro, “terminou” com a cantora Marina Sena. E, mais que isso: esteve entre as notícias “mais comentadas”.
Milionários
Quatro candidatos a governador de SC são “milionários”, assim tidos os que tem patrimônio igual ou superior a R$ 1 milhão em bens ou dinheiro. Jorginho Mello (PL) lidera, com R$ 2.818.036,89; João Rodrigues (PSD) declarou R$ 2.122.223,43; Marcelo Brigadeiro (Missão), R$ 1.831.261,11; e Ralf Zimmer (PRD), R$ 1.426.599,97. Quem olha de fora imaginava que eles fossem bem mais “ricos”.
Parceria
A deputada estadual Ana Campagnolo e o deputado federal mineiro Nikolas Ferreira estão junto num vídeo lançado anteontem nas redes sociais. Juntos fazem um convite aos catarinenses – famílias, em especial – para se juntarem ao movimento conservador em SC. Ambos não citam o sobrenome Bolsonaro, o que vem causando barulho nas redes sociais.