Mobilidade social
Conforme dados divulgados ontem, extraídos do Atlas da Mobilidade Social de 2026, plataforma pública e interativa desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), o Estado brasileiros com mais chances de nascidos na classe média chegarem ao grupo dos mais ricos é SC. Essa probabilidade varia de 7,99%, no Amazonas, a 27,15%, em SC. Brasis, afinal, com suas diferenças abissais.
Violência intolerável
A propósito da informação de que a UFSC foi selecionada para sediar o Observatório Regional da Violência contra Educadoras e Educadores, com abrangência em SC, Paraná e Rio Grande do Sul, recorte de uma pesquisa nacional inédita, de 2024, envolvendo 845 educadores dos três estados, constatou que 64% tinham sofrido até então algum tipo de violência relacionada ao exercício da profissão, o maior percentual registrado entre todas as regiões brasileiras. Entre os principais objetivos da organização estão oferecer acolhimento e orientação jurídica.
Fiasco da Seleção
Antes de um jogo decisivo de nossa seleção de futebol na Copa do Mundo deste ano, divulgou-se que um jogador ficou sete horas num salão só para fazer tranças no seu cabelo. Absurdo. Evidentemente que já tinha perdido ali o foco principal, que seria concentrar-se no jogo. Por isso não surpreende levantamento feito de 22 a 25 de julho, em 139 municípios das cinco regiões e 2.004 entrevistados, apontando que 47% destes apontam os jogadores como principais responsáveis pela eliminação, contra 22% da comissão técnica e 18% para os cartolas.
Descrédito
Como confiar na maior corte de Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal? Sabe-se agora que a maioria dos seus ministros monitora um deles, André Mendonça, que parece o mais confiável daquele grupo sinistro, só porque ele está à frente da nova investigação contra Lulinha, filho do presidente Lula. Socorro!
Lava a alma
Lava a alma de muitos, de este espaço inclusive, a lei estadual 20.04, sancionada quinta-feira pelo govenador Jorginho Mello, que proíbe a fixação, em repartições públicas estaduais, de cartazes com mensagens de cunho intimidatório, destacando direitos e ignorando deveres de servidores no trato correto e respeitoso ao contribuinte, que os paga. A lei até que foi generosa, por permitir apenas cartazes que reproduzam literalmente os dispositivos legais, sem mensagens adicionais. O bom senso recomenda eliminar tão abusivo expediente.
Preferência do crime
Sem fornecer mais dados, o Conselho Nacional de Justiça divulgou um estudo apontando que o mercado imobiliário tem a maior preferência do crime organizado para lavagem de dinheiro. São não diz onde. Alguma dúvida de que Balneário Camboriú e Itapema estejam neste mapa? O que dizer de algumas centenas de apartamentos, em ambas, nunca ocupados, há meses e até anos?
Troca de casais
Segundo a pesquisa mais recente da plataforma Sexlog (maior rede social adulta da América Latina, com 25 milhões de usuários que buscam explorar sua sexualidade ) sobre troca de casais, entre os catarinenses há o menor medo de se envolver com a prática em todo país: 44,6% responderam que são curiosos e que topariam experimentar o swing pelo menos uma vez. Pelo levantamento, Florianópolis tem o ambiente mais receptivo para uma primeira experiência em SC.
Javali
O leitor J.l. Cibils faz a pertinente observação: em determinado país europeu, uma resolução governamental estabeleceu uma recompensa em dinheiro por cada rato morto entregue às autoridades, com o objetivo de combater a proliferação da praga. No início, a medida pareceu eficiente. Porém, alguns cidadãos perceberam uma oportunidade de lucro: em vez de caçar ratos, passaram a criá-los para depois abatê-los e receber a recompensa do governo. Ao descobrir a fraude, o programa foi encerrado. Muitos criadores simplesmente soltaram os ratos restantes, agravando ainda mais o problema que a medida pretendia resolver. A história ilustra como políticas públicas mal planejadas podem gerar incentivos contrários ao objetivo original, beneficiando oportunistas e produzindo consequências inesperadas.
Preço do leite
Começou a tramitar na Câmara dos Deputados o projeto de lei 913/26, do deputado Valdir Cobalchini (MDB-SC) que fixa em R$ 2,50 por litro o preço mínimo inicial do leite pago ao produtor rural. Conforme a Embrapa, o preço líquido médio pago ao produtor foi de R$ 2,51 por litro em 2025. Nos últimos 10 anos variou entre R$ 2,20, em 2017, e R$ 2,76, em 2022. Como se vê, vida de produtor não é fácil neste país.