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Nas entrelinhas dos vários artigos que continuam a ser publicados em profusão, e nos comentários de leitores, nos grandes jornais brasileiros sobre a morte cruel do cão Orelha e a proibição de cotas raciais por lei catarinense, suspensa pela Justiça, vem surgindo, com preocupante presença, manifestações direta e indiretamente taxando os catarinenses como “nazistas” e insinuando que quem pretendia visitar o Estado deveria repensar a ideia, como “castigo”. O governo estadual deveria ficar atento a isso e dar as devidas respostas. Está se omitindo.
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Um exemplo é o da jornalista Ana Cristina Rosa, em artigo na edição impressa de ontem da “Folha de S. Paulo”, para quem a maioria branca catarinense “encontra-se em situação de hipossuficiência devido às inúmeras políticas de Estado adotadas historicamente em favor da ´branquitude´, coisa que beneficiou a maioria branca que povoa o solo catarinense”.
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Como aquele jornal tem leitores catarinenses ou que conhecem SC e sua gente, um deles respondeu na tampa: “A maioria branca que constrói o Estado nunca foi beneficiada. Acolheu imigrantes alemães pobres, praticamente não teve escravidão nem agricultura, construiu uma civilização. Visitem Blumenau, Pomerode. O Estado desenvolveu indústrias como a WEG, que trouxeram imigrantes de todo o país que lá vivem com respeito, independente da cor. Porém esse ódio destilado pelos privilegiados da epiderme, não contribui para uma sociedade menos desigual”. Ódio confessado pela autora do artigo logo nas primeiras linhas.
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O joinvilense Marcos Fernando Dauner também se manifestou dizendo que “a galera, por aqui (referindo a outras manifestações e do próprio jornal) adora criticar SC, mas quando precisa de emprego de auxiliar de pedreiro, entregador de pizza, motorista de Uber, repositor de supermercado, vai procurar onde? Em SC!”.
Cotas
A discussão agora é nacional e até internacional. Mas um dos exemplos mais positivos da adoção das cotas raciais está aqui mesmo em SC, na UFSC, com resultados eloquentes. Até 2008, apenas 170 pessoas negras eram formadas anualmente na instituição, cerca de 6%. Atualmente, dos seus 40 mil estudantes, cerca de 400 se formam anualmente. A propósito, a instituição comporta em seu organograma a Pró-Reitoria de Ações Afirmativa e Equidade, raríssima em outras instituições no resto do país.
Chegou
Como antecipado aqui, o escândalo do Master chegou em SC envolvendo uma incorporadora de Balneário Camboriú que vendeu 57 apartamentos ao fundo da Reag, vinculado ao banco, mas não fez nenhum registro do negócio. De resto, aquele passarinho veio dizer que na já chamada “Bancada do Master” no Congresso Nacional, pode haver digitais de catarinenses. A conferir.
Chumbinho
Fosse um desses ídolos de barro do futebol, teríamos, provavelmente, decretos declarando luto oficial por alguns dias no Estado. O catarinense Chumbinho Becker, verdadeira lenda do motocross, 27 vezes campeão brasileiro, que morreu sábado num acidente de moto, , só mereceu isso por parte da Prefeitura de sua cidade, Itapiranga. Nenhuma manifestação do governo estadual ou da sua fundação de esportes.
Veículos elétricos
O mercado de veículos eletrificados seguiu despertando o interesse dos catarinenses ao longo de 2025. De acordo com a plataforma Webmotors Autoinsights, as buscas e visitas por modelos híbridos e elétricos cresceram 46% no Estado com relação ao ano anterior. Apesar de os modelos elétricos apresentarem o maior avanço proporcional, com 48,9% na comparação anual ante 44,6% dos híbridos, são estes últimos que concentram o maior volume de interesse. Entre todas as buscas por eletrificados em SC 74% foram direcionadas a modelos híbridos, enquanto 26% corresponderam aos elétricos.
Celular em sala
SC foi um do primeiros Estados do país a restringir o uso do celular em salas de aula do ensino fundamental e médio, ainda no distante ano de 2008, com a lei estadual 14.363. Agora são instituições de ensino superior que começam a tomar a mesma medida nos cursos de graduação e até pós-graduação, como a Fundação Getúlio Vargas, em suas escolas de todo o Brasil, ainda neste semestre. Udesc e UFSC nem pensaram nisso ainda, deixando que professores decidam sobre o que fazer em suas aulas. Não sem serem alvos de alunos arrogantes, sob a justificativa de que não há lei que os proíba.