Brusque no Senado 1
O empresário brusquense, ligado ao setor de transporte e turismo, Hermes Artur Klann, como primeiro suplente do Senado pelo PL de SC, assumiu anteontem a cadeira deixada temporariamente por Jorge Seif . Coincidentemente, quem fez a saudação e o anúncio foi a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), que também é brusquense.
Brusque no Senado 2
Ao anunciar sua licença, o senador Jorge Seif fez um balanço de sua atividade parlamentar, quando apresentou 74 proposições legislativas e relatou 56 projetos de lei. A segurança pública foi a principal frente do seu mandato. Conclamou o Senado a dar continuidade às pautas que defende, como o projeto de lei 1.736/2025, que restringe a participação de pessoas trans em competições esportivas femininas.
Prova de fogo
O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Fábio Schiochet (União-SC) teve sua prova de foto anteontem, quando o colegiado aprovou parecer que recomendou a punição a três deputados da oposição que participaram da ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025. Entre eles Zé Trovão (PL-SC), que por 15 votos a favor e 4 contra, teve seu mandato suspenso por dois meses. Cabe recurso. Schiochet, com paciência e diplomacia, teve que apagar incêndios durante toda a tensa sessão.
Lobby vitorioso
O lobby venceu. Foi retirado de pauta, na Assembleia Legislativa, requerimento que pedia instauração de uma CPI para analisar os aumentos expressivos nos custos de serviços extrajudiciais, com aumentos nas taxas desde 44% a 349% do ano passado para cá. Culpa dos deputados, cuja maioria sequer lê os projetos desse tipo que o Judiciário manda, sempre no final do ano, propositadamente, e que entram no mutirão para “limpar a pauta”. São aprovados no afogadilho, sempre. Culpa, em termos, já que vários deputados direta ou ineditamente tem vínculos com o sistema. Em tempo: ninguém é contra cartório. É contra taxas abusivas.
Artex
Ainda um dos orgulhos da indústria têxtil de SC e especialmente de Blumenau, a Artex sobrevive. A Justiça de Minas Gerais homologou, anteontem, o plano de recuperação judicial do Grupo Coteminas, dono da marca de artigos de cama, mesa e banho. As dívidas do grupo chegam a R$ 2 bilhões e nove empresas foram incluídas no plano.
Feminismo
Mariliz Pereira Jorge, jornalista e roteirista, uma das trocentas colunistas-ativistas de esquerda da “Folha de S. Paulo”, meteu o bedelho no 41º Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú, que ela diz ser o “epicentro do conservadorismo evangélico popular”. Ficou muito irritada porque a pastora Helena Raquel, na sua pregação no evento, afirmou que “machão que prega e soca a mulher em casa existe e nós sabemos”. Qualificou a pregação como “honestidade brutal”.
Competitividade
Saiu o ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições, apontando São Paulo com os melhores resultados na área de educação em todo o país de 2023 a 2025. São Paulo chegou lá pelo desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio e no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, dentre outros fatores. SC comparece em primeiro noutra vertente do mesmo ranking: políticas de sustentabilidade social, com expressiva melhoria no acesso ao saneamento básico, cobertura vacinal, redução da desigualdade de renda e desnutrição na infância.
Conheça SC
Um bastidor do churrasco que o governador Jorginho Mello ofereceu segunda-feira para lideranças políticas do PL e ntorno, visando alinhar a recepção, neste sábado, em Florianópolis, ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro: que o pré-candidato ao Senado, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro, irmão do senador, presente no regabofe, fique mais tempo por aqui e “verdadeiramente”, como se pronunciou um deputado, conheça o Estado e sua gente.
Cotas raciais
Uma audiência pública, segunda-feira, na Alesc, discutiu a implementação e o fortalecimento das cotas raciais no ensino superior e nos concursos públicos em SC. Pareceu comício, com todo respeito: autoridades, acadêmicos e movimentos sociais celebraram a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que declarou inconstitucional uma lei estadual que pretendia proibir ações afirmativas em território catarinense.