Que sirva de inspiração para outros municípios de SC, principalmente os menores, que enfrentam o mesmo problema e podem pedir socorro: o Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra os Correios para que disponibilize funcionários em número adequado, a fim de garantir a prestação do serviço de entrega domiciliar de correspondências e encomendas a todos os consumidores de São Pedro de Alcântara, pequeno município de 5.700 habitantes, na região metropolitana de Florianópolis. No caso, a agência simplesmente não realiza a entrega postal de objetos maiores que correspondências e impressos. Motivo alegado: não tem um veículo adequado.
Em Florianópolis, o Instituto Collaço Paulo lança dia 8, no Teatro Álvaro de Carvalho, o programa “Hassis 100 Anos”, para marcar o centenário de um dos mais importantes artistas de SC. Hassis (1996-2001) ganhará um combo institucional invejável: ocupará o espaço expositivo da reitoria da Udesc, o Palácio Cruz e Sousa – Museu Histórico de SC, a Helena Fretta Galeria de Arte, a Fundação Badesc, e o Museu Victor Meirelles. Efeméride mais que merecida.
Depois que o Tribunal de Contas da União constatou, em auditoria, que entre 2020 e junho de 2024 a FAB fez 111 voos com apenas um passageiro a bordo, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) acionou aquela corte e a Controladoria Geral da União para suspender as viagens de ministros nos jatos do governo até que se apure as responsabilidades pelo descontrole de gastos.
No PL de SC há muitas articulações em andamento para que até 9 de maio se tenha um ambiente de aparente pacificação no partido: naquele dia o senador Flávio Bolsonaro fará sua primeira visita a Estado, em Florianópolis, como pré-candidato à Presidência da República.
O Ministério Público de SC está instaurando um procedimento para desenvolver uma base de dados sobre órfãos de feminicídios. A louvável iniciativa visa identificar, mapear e estruturar informações sobre crianças e adolescentes que perderam familiares em decorrência de feminicídios, ampliando o alcance e a efetividade das políticas públicas nessa área.
O levantamento considera como base o Mapa do Feminicídio em SC, lançado em março passado pelo próprio MPSC, que reúne, organiza e interpreta os feminicídios ocorridos entre 2020 e 2024, quando o Estado registrou 335 vítimas.
A propósito do assunto: um grupo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ontem terminou visita técnica em SC para ouvir relatos de mudança, de histórias de transformação e colher informações para subsidiar as diretrizes nacionais sobre grupos reflexivos e responsabilizantes de homens autores de violência doméstica e familiar contra as mulheres, ficou muito impactado em Blumenau, onde, literalmente, “descobriu” a existência de em grupo local, não só pioneiro, como longevo. Tem funcionamento contínuo desde 2005.
O Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra) divulgou inédito estudo que analisa as desigualdades raciais de renda, trabalho e educação de SC. A partir de dados do IBGE e do INEP, demonstra que as desigualdades entre pessoas negras e brancas permanecem profundas, persistentes e estruturais, atravessando tanto o sistema educacional quanto o mercado de trabalho. As conclusões indicam que essas desigualdades se acumulam ao longo da trajetória de vida, limitando o acesso a oportunidades e reproduzindo padrões históricos de exclusão.
Desigualdades raciais de renda: entre 2012 e 2023, a taxa de desocupação de pessoas negras foi quase o dobro da registrada entre pessoas brancas; pessoas negras ocupam apenas 10,8% dos cargos gerenciais, apesar de representarem mais de 23% da população; a renda média da população negra corresponde a menos de dois terços da renda da população branca. Mais: em 2023, 42,2% das pessoas negras estavam nas faixas de renda domiciliar de até um salário mínimo, contra 28,5% das pessoas brancas. Quanto à educação, no ensino médio a taxa de abandono entre estudantes negros (8,1%) é maior que entre estudantes brancos (4,6%), e a reprovação chega a cerca de 19%; a participação de estudantes negros no ensino superior cresceu de 8,8% (2016) para 20,2% (2023), impulsionada por políticas de ação afirmativa.