Continuam sendo boas – e tomara que sejam sempre assim o quanto for possível – as notícias na área de segurança em SC. Em janeiro, por exemplo, aconteceu um recorde na redução de homicídios. Foram 49, o melhor resultado dos últimos 19 anos ou 14% a menos que o mesmo mês e 2025. Em janeiro deste ano não houve registro de homicídio em 269 municípios catarinenses, o equivalente a 91% do território.
A propósito, o Tribunal de Contas do Estado constatou que em 2024 os 295 municípios catarinenses utilizaram apenas 63,7% do orçamento autorizado para segurança pública. Estão sendo alertados. Foram autorizados R$ 1,25 bilhão naquele exercício (com contas apreciadas em 2025), mas executados R$ 797 milhões, o que significa que cerca que R$ 454 milhões deixaram de se converter em políticas públicas, serviços ou investimentos no setor.
Nas tratativas desses dias entre o governo estadual, a TAP Air Portugal e a concessionária Zurich Airport Brasil, que resultaram no acréscimo de uma quarta frequência semanal (aos domingos, a partir de 5 de julho) na quase sempre lotada rota Florianópolis–Lisboa, por mais de uma vez alguém lançou a pergunta ao grupo: “Porque isso não foi feito antes?” As respostas são muitas. Uma delas era (deixou de ser, mas ninguém diz publicamente) uma espécie de complexo de inferioridade em relação ao potencial catarinense.
A deputada Daniela Reinehr (PL-SC) foi eleita por unanimidade, quarta-feira, presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. Sua meta principal será a criação de um plano nacional de competitividade do turismo brasileiro.
Enquanto tenta defender sua decisão de proibir a adoção de cotas raciais em instituições de ensino sob gestão estadual ou que recebam verbas públicas no Estado, suspensa provisoriamente pela Justiça, o governo catarinense mostrar agir de forma contrária ao integrar o Sistema Nacional de Promoção de Igualdade Racial, do Ministério de Igualdade Racial do governo federal que, se quiser, pode autuá-lo pela ausência de políticas de igualdade racial no Estado. Até agora só ficou no discurso contrário à lei.
O projeto de lei das cotas raciais foi aprovado na Assembleia Legislativa exatamente no dia em que a Universidade do Estado (Udesc) iria votar o projeto de ações afirmativas para negros, negras e quilombolas. A reunião do seu Conselho Universitário não pôde acontecer por conta disso. Tudo está suspenso.
Agora o novo líder do PT na Câmara dos Deputados é o catarinense Pedro Uczai. É, mas não parece. Aquele que deixou a função, Lindbergh Farias (RJ), que adora holofotes, foi quem, anteontem, foi à frente de sua turma para anunciar incisivamente que o partido apoiará a criação de CPI para investigar a fraude do Banco Master. Com ressalvas, mas apoiará.
Leitor, furioso com a crescente animosidade alimentada por alguns grandes jornais, com colunistas insinuando existir uma vertente nazista na índole dos catarinenses, como se fosse uma regra para toda a população, sugere que o governo estadual ou seus deputados reúnam tais nomes e proponham dar a todos eles o nada honroso titulo de “persona non grata” a SC. Pensando bem…
A selva de cimento armado que sustenta arranha-céus no litoral norte de SC está revelando uma faceta que se torna cada vez mais perceptível: é nela que se escondem muitos dos que tem milionárias culpas e penas a expiar. Foi num deles, em Itapema, onde foram presos anteontem, dois suspeitos de obstruir investigações da Polícia Federal ligando o instituto de previdência do Rio de Janeiro e o encrencado Banco Master. Foi na mesma Itapema que em 2 de novembro de 1972 foi preso e depois extraditado o famoso líder mafioso italiano Tommaso Buscetta.