Defensor radical da redução da idade penal, o deputado estadual Jessé Lopes (PL) não se conforma com o desfecho de dois crimes envolvendo menores, ocorridos recentemente em Florianópolis. No primeiro, um sargento foi esfaqueado, e no segundo um motorista de aplicativo foi rendido com uma arma na cabeça. Nas duas situações estavam envolvidos menores. No âmbito judicial o entendimento foi de “que não cometeram crimes, mas atos infracionais”.
Comemorou-se terça-feira o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Comemorar é força de expressão, pelo menos em SC. Somente no ano passado, foram registrados 39 mil acidentes de trabalho no Estado, dos quais 170 resultaram em mortes. E nos primeiros dois meses de 2026, contabilizam-se 8.071, com 35 mortes.
Num seminário estadual sobre desafios da educação escolar indígena em SC, esta semana, na Alesc, foram apresentadas denúncias que o deputado Marquito (Psol) está juntando em um dossiê. Não é só falta de professores, dificuldades na oferta de alimentação escolar e ausência de políticas efetivas de educação bilíngue, como infraestrutura: em pleno século 21 há ainda, em SC, dentre 33 escolas indígenas, algumas com chão batido. Imagina-se o resto.
Diante da tragédia que acontece às mulheres em SC – somente neste ano, 22, até ontem, foram vítimas de feminicídio, das quais 10 em abril – á preciso reconhecer o esforço do Legislativo estadual. No momento há 19 propostas relacionadas ao enfrentamento da violência contra mulher, protocoladas por 12 parlamentares.
Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) aponta que o Brasil se consolidou como um ponto estratégico nas dinâmicas internacionais de contrabando de migrantes, com rotas estruturadas em ao menos 14 Estados, e atuação de redes criminosas que exploram a extensão das fronteiras, a posição geográfica e a política migratória do país. SC entre eles e, até onde sabe, com bases em Criciúma e entorno , onde ainda tem interessados em pagar quantias de até US$ 15 mil para migrar ilegalmente para os Estados Unidos.
O despreparado Jorge Messias – sem reputação ilibada e sem conhecimento jurídico, frise-se novamente – aceitou a desaprovação pelo Senado de sua indicação a ministro “supremo” dizendo compreender “que nada acontece por acaso e que esse desfecho faz parte de um plano de Deus para a minha trajetória”. Quem pensa assim não pode ser magistrado, seja “supremo” ou não. Se fosse assim todos os criminosos deveriam não apenas ser julgados inocentes como glorificados pela obediência aos planos do Senhor.
Na operação “Ajuste Fino”, do eficientíssimo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de SC, em Palhoça, nesta semana, apareceu uma novidade, atribuída a criminosos especializados: fraude a licitações em massa, no atacadão mesmo, como um cartel, oferecendo propostas muito abaixo do valor de mercado, até 70% menores, e depois não cumprir os contratos. O detalhe preocupante: o modelo palhocense está sendo usado para fraudar dezenas de licitações no Estado.
Na excitante votação do Senado que negou ao despreparado – sem reputação ilibada e sem suficiente conhecimento jurídico, diga-se, de quem avalia de forma isenta – Jorge Messias o sonho de se tornar ministro “supremo”, em boa parte do tempo o senador Jorge Seif (PL-SC) fincou pés junto à Mesa Diretora, foco de todas as câmeras. Fez o papel de perfeito papagaio de pirata, com acompanhamentos.
A Câmara dos Deputados aprovou terça-feira um projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais, prática associada à fabricação do foie gras (patê de fígado gordo de pato ou ganso). O texto segue agora para sanção presidencial e, se confirmado, deve colocar o Brasil como o segundo país da América Latina, após a Argentina, a adotar uma proibição abrangente desse tipo de produto.