“Direita real”
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que tem se colocado como pré-candidato ao governo estadual, se apresenta como representante da “direita real” no Estado. Perguntar não ofende: qual seria a “direita irreal?”
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que tem se colocado como pré-candidato ao governo estadual, se apresenta como representante da “direita real” no Estado. Perguntar não ofende: qual seria a “direita irreal?”
Balneário Camboriú está mesmo na crista da onda. A temporada 2025/2026 de cruzeiros marítimos no Brasil ganha um reforço, a partir desta segunda-feira, com a estreia da cidade catarinense como ponto de embarque e desembarque de passageiros. O navio Preziosa, da MSC, será o primeiro a zarpar do novíssimo Terminal Portuário Atracadouro Barra do Sul. Outros sete se seguirão ao longo da temporada, em 160 roteiros na costa brasileira. Enquanto isso, naquela ilha-capital os navios passam ao largo, literalmente. Quando passam.
Com a lei das cotas em evidência, não ganhou divulgação outra lei sancionada pelo governador Jorginho Mello semana passada. É a 19.686, que obriga escolas e universidades a manter banheiros separados por sexo, masculino e feminino, proibindo o uso compartilhado por estudantes de sexos diferentes. A nova legislação aplica-se a todas as unidades físicas de ensino básico, fundamental, médio, técnico e superior localizadas no Estado, vedando a existência de banheiros de “gênero neutro” no interior dessas instalações.
A nova lei está pontilhada de detalhes. Não vale para estabelecimentos privados que tenham apenas um banheiro individual. Nesse caso, o uso é permitido desde que a porta permaneça fechada, garantindo total privacidade, independentemente do sexo do usuário.
A gigante canadense de parques aquáticos WhiteWater, que acaba de se tornar acionista da Brasil Surfe Clube (BSC), prevê construir duas piscinas de ondas em Búzios (RJ) e na cidade do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca), respectivamente. As duas próximas cidades a receber investimento do tipo são Florianópolis e Brasília.
No mesmo dia em que o governador Jorginho Mello sancionou a lei que proíbe cotas raciais nas universidades, também instituiu, em outra, a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário, estabelecendo um novo marco legal para a defesa e bem-estar animal no Estado. O texto garante que esses animais também precisam ser protegidos pela sociedade e poder público.
O que quase ninguém está dizendo acerca da sanção, pelo governador Jorginho Mello, de projeto que proíbe as instituições de ensino públicas de SC a adotar políticas afirmativas, como as cotas raciais, para reserva de vagas a alunos, é que a lei 12.711, aprovada pelo Congresso Nacional em 2012 e atualizada em 2023, vale apenas para as instituições federais.
O que aconteceu desde então é que a lei serviu de modelo para a maioria das universidades estaduais e municipais públicas do país, que mantêm políticas afirmativas semelhantes para ingresso de pessoas pretas. Essa lei foi considerada constitucional em 2012, pelo Supremo Tribunal Federal.
A propósito, a repercussão está sendo enorme, em todo país, na mídia e no governo central. O Ministério da Igualdade Racial acionou a Ordem dos Advogados do Brasil para tentar barrá-la. A União Nacional dos Estudantes também informou que vai questioná-la na Justiça.