Outra imagem que viralizou foi a de um desfile barulhento, se bem que já manjado, de Porsches, Lamborguinis, Ferraris e outras máquinas de luxo, uma atrás da outra, na Avenida Atlântica, com direito a prolongadas aceleradas, de forma que fossem batidos todos os limites de decibéis. Exibicionismo terceiro-mundista que pela primeira vez, de forma realmente efetiva, agora tem a merecida atenção das autoridades policiais e de trânsito da cidade. Entre as medidas está o reboque de quem reincide.
Aquele passarinho veio dizer que se concentrarão em Florianópolis e São José as investigações sobre a fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, preso no Paraguai quando tentava fugir do Brasil, sábado. Ele morava em São José. O ministro “supremo” Alexandre de Morais quer saber, evidentemente, como ele conseguiu um passaporte falso, quem o ajudou a romper a tornozeleira eletrônica e quem alugou um veículo para ele, dentre várias outras informações. Quem sabe até quantos quilos e a marca da ração que comprou para levar junto com seu cão na fuga.
Mapeamento nacional feito pela Policia Rodoviária Federal , com dados até 30 de novembro, aponta que a região mais critica do país para acidentes graves de trânsito em todas as rodovias federais são dois trechos de 10 quilômetros cada um na BR 101 que possa pelo municipio de São José, na região metropolitana de Florianópolis. Nesse ano foram 112 acidentes graves entre o km 200 e o km 210 e outros 94 entre este último e o km 220. O mapeamento é feito a cada 10 quilômetros.
O levantamento mostra ainda que das 20 primeiras colocações no ranking, há sete trechos violentos da BR 101 em SC, a unidade da federação com mais casos graves. O trecho de São José está sob gestão privada.
O governador Jorginho Mello ainda não decidiu se irá sancionar ou não o projeto de lei que extingue as cotas raciais e outras ações afirmativas na universidade estadual (Udesc) e instituições de ensino que recebem dinheiro do governo, como as vinculadas ao sistema Acafe. O Ministério Público e a Defensoria Pública pedem o veto e antes mesmo de uma decisão sua inconstitucionalidade foi pedida no Supremo Tribunal Federal pela Associação dos Remanescentes do Quilombo Vidal Martins, de Florianópolis.
O assunto foi e continua sendo destaque na mídia nacional. A pesquisadora, doutora em economia, consultora de impacto ambiental e pesquisadora Priscila Bacalhau, da Fundação Getúlio Vargas, publicou artigo na “Folha de S. Paulo”, citando o que ocorre em SC, perguntando se ainda precisamos de cotas raciais. Conclui que em comparação com políticas baseadas exclusivamente em critérios socioeconômicos, a atual lei é mais efetiva na diversificação racial das salas de aula de nível superior, mas alerta que os estudos mostram que, sem critérios étnico-raciais explícitos, algumas desigualdades persistem.
Caro leitor,
A coluna se dá uma folga neste dia de Natal, amanhã, sábado e domingo, retornando na segunda e terça-feira. Depois mais um repouso necessário, até dia 4, com retorno definitivo e normal a partir do dia 5 de janeiro. Agradeço a todos que com sua paciência e inteligência, respondendo divergências e convalidando concordâncias, sempre com extremo respeito mútuo, me permitiram vencer mais um ano ocupando este espaço e me dar forças e estímulos para continuar. Desejo um magnífico Natal a todos e um 2026 de total felicidade. Um fraterno abraço.
Desgraçadamente, temos um Congresso que legisla em causa própria. Estarrece saber que seus 594 parlamentares – 19 de SC, entre deputados federais e senadores – terão a fortuna de R$ 61 bilhões (cerca de R$ 102 milhões para cada um) para distribuir como emendas parlamentares no próximo ano. A pergunta que não quer calar: quanto daquela fábula de dinheiro realmente chegará a seu destino? Dá vontade de chorar só de pensar.
Esta é a época do ano em que celebridades e subcelebridades, impulsionadas pelos zilhões de influencers que pululam nas redes sociais, gostam de dizer para onde vão para celebrar a passagem do ano. O radar deste espaço já captou alguns, como Fernando de Noronha, e pelo menos 15 praias desde o Ceará até a Bahia. E nada, absolutamente nada, de SC.