Os senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Ivete da Silveira (MDB-SC) apresentaram indicação na sessão do Senado de anteontem, para que o Ministério das Comunicações e os Correios incluam o artista catarinense Juarez Machado, falecido dia 6, no programa de selos comemorativos da empresa. Mais que justo. É um reconhecimento à sua inestimável contribuição artística e à projeção nacional e internacional de sua obra.
Sim, há alguém em quem se pode dar, ainda, alguma credibilidade no Supremo Tribunal Federal. É a ministra Cármen Lúcia, que será a responsável pela palestra “A justiça delas”, de abertura da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da UFSC, terça-feira, 20, às 19 horas, no Auditório Garapuvu, no campus de Florianópolis. Sua participação será por videoconferência, com transmissão ao vivo para o público presente no local. O evento é gratuito e aberto à comunidade.
O próximo governo da República – sob Lula ou Flávio Bolsonaro – terá que lidar com uma disputa energética tensa em SC. Empresas do setor pretendem investir em usinas hidrelétricas nos rios Chapecó e Chapecozinho, na região oeste, mas a Funai já pediu a suspensão das licenças de instalação de duas pequenas centrais hidrelétricas e exige dados de outros 20 empreendimentos, tanto dos que ainda estão em projeto como os já em operação. A empresa que está fazendo os projetos já informou da situação à Agência Nacional de Energia Elétrica. Alerta que sem eles fica comprometida a geração de energia em SC.
O chicote que a deputada federal reeleita por SC, Júlia Zanatta (PL) usou nas comemorações pela vitória foi o que inspirou manifestantes de um ato público de apoio a Lula, domingo, em Goiânia, a chicotear um boneco com o rosto dela, pendurado em um mastro com uma placa dizendo “Sinhá Zanatta no tronco”. A informação é da colunista Mônica Bergamo. Júlia já havia explicado que seu gesto replicou referência do linguajar regional onde “dar de relho”, com chicote, preferencialmente, quer dizer vencer de lavada, por ampla vantagem. Cá entre nós, foi infeliz.
Lido, alhures, a pergunta: para que precisamos de Lula ou Flávio Bolsonaro? E alguém responde, referindo-se a uma anedota do multiartista Woodie Allen, na qual um homem diz a seu psiquiatra que seu irmão está convencido de que é uma galinha. “E por que você não o interna?”, pergunta o psiquiatra. E ouve a resposta: Porque preciso dos ovos!”.
Duas deputadas eleitas dia 4 tiveram como bandeira de campanha o antifeminismo. A paulista Eduarda Campopiano, 23 anos, deputada estadual eleita com quase dois milhões de votos, teve como slogan de campanha “a maior inimiga das feministas de São Paulo”. Ela diz que uma de suas referências é a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), de 35 anos, que este ano se tornou a parlamentar mais votada da história de SC, com 387 mil votos.
As duas tem mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes, onde defendem o conservadorismo cristão. Ana é autora de livros que contestam a história do feminismo. Neles e em entrevistas tem negado que o movimento tenha garantido o voto das mulheres. Também é defensora do “complementarismo”, teologia cristã que afirma que homens e mulheres têm papéis diferentes na sociedade.
Mais da metade dos senadores que compõem ou devem integrar a bancada favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal é ou já foi alvo de investigações, medidas investigativas ou ações penais na própria Corte. Conforme levantamento do “Estadão”, 49 deles já manifestaram publicamente apoio ao impeachment de ministros “supremos”. Daqueles 25 foram investigados, responderam a ações penais ou sofreram medidas investigativas autorizadas pela instituição. .
Entre eles estão os dois senadores eleitos por SC, ambos do PL. Caroline de Toni teve o sigilo bancário quebrado por determinação de Alexandre de Moraes em 2020, na investigação sobre organização e financiamento de atos antidemocráticos. O inquérito foi arquivado em julho de 2021, a pedido da PGR. Carlos Bolsonaro foi alvo de buscas autorizadas por Moraes em 2024, no caso da Abin Paralela. Indiciado pela PF em 2025 por suspeita de participação no esquema de espionagem ilegal, teve a investigação enviada à primeira instância em julho de 2026. Também foi citado em apurações sigilosas sobre o chamado gabinete do ódio.