A mídia paulista está dando destaque à conclusão do edifício comercial Torre Alto das Nações, com 219 metros de altura, o sexto do país no quesito e o maior arranha-céu da capital paulista, com 39 pavimentos. Logicamente, sempre há comparações com Balneário Camboriú, que no ranking geral ocupa as cinco primeiras posições como principal pólo de arranha-céus no Brasil. O recordista é a torre 2 do Yachthouse by Pininfarina, com 294,1 metros e 80 andares, inaugurado em 2023.
O chamado “Prédio do Neymar”, o Edify One, que já está no roteiro de excursões de visitantes que passam por Itapema e que tem entre os sócios a NR Sports, empresa do pai do futebolista, já ultrapassou o 40º andar dos 45 previstos. Com unidades que chegam a R$ 52 milhões, o projeto reúne estacas de até 45 metros, ensaios em túnel de vento realizados na Europa e mais de 14 mil m³ de concreto aplicados. A entrega está prevista para dezembro de 2028.
O curso de Medicina do campus da UFSC em Araranguá faz história: formou os primeiros estudantes indígenas e quilombolas, oriundos das políticas de ações afirmativas da instituição. Quatro profissionais do povo kaingang e um do povo macuxi, além dos primeiros médicos quilombolas, da comunidade quilombola Invernada dos Negros, de Campos Novos, receberam o diploma no último dia 3 deste mês. Maravilha.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de SC, entidade que representa 562 concessionárias nos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, tratores, máquinas agrícolas, motocicletas e implementos rodoviários, divulgou ontem o desempenho do setor automotivo no Estado referente a junho: 19.795 unidades foram emplacadas, frente a 19.165 em maio, um crescimento de 3,29% no comparativo mensal. No acumulado de janeiro a junho a soma chega a 113.526 veículos, avanço de 8,74% em relação ao mesmo período de 2025.
Por recomendação de sua relatora, Ana Paula Lima (PT-SC), a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de salva-vidas ou guarda-vidas no Brasil.
O ambientalismo brasileiro e até internacional está estrilando com a aprovação do regime de urgência de um projeto de lei que visa reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) Baleia-Franca em SC em 30 mil hectares. Foi criada em 2000 para cuidar do principal berçário da espécie ameaçada de extinção, e sua redução está prevista em projeto da deputada federal Geovânia de Sá (Republicanos-SC).
O território protegido, hoje, tem 154 mil hectares em 10 municípios, Florianópolis inclusive. Envolve uma imensa parcela terrestre onde estão estabelecidas, desde o sempre, milhares de famílias, muito antes da sua formalização como APA. Como está hoje, não há como regularizar imóveis, investir ou até acessar serviços públicos. Alguns ambientalistas fora da casinha só faltam dizer que tantas extensões terrestres são necessárias para baleias nadarem e procriarem.
Nisso está faltando bom senso. Só isso, já que é indiscutível sua importância, por também abrigar ecossistemas fundamentais para diversas espécies da fauna e flora ameaçadas, como tartarugas marinhas, aves costeiras, restingas, dunas, manguezais e lagoas costeiras e ser, conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a unidade de conservação federal mais visitada do Brasil, com cerca de 9 milhões de visitantes ao ano e se constituir um dos principais destinos nacionais para o turismo de natureza, observação de baleias, esportes ao ar livre e atividades recreativas, impulsionando milhares de empregos e a renda de municípios do litoral catarinense.
SC ganhou destaque no estudo especial do Departamento Econômico do Banco Santander ao registrar as taxas mais elevadas de crescimento do PIB da região Sul, com 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027. Apesar da desaceleração, o Estado mantém sua relevância, superando inclusive a média nacional de 1,8% e 1%, respectivamente. Conforme o estudo, tal desempenho será impulsionado pela dinâmica do setor de serviços, que tem se mostrado resiliente e que atua como um diferencial de crescimento regional frente à média do país.