Outro detalhe, anotado pelo deputado estadual petista Fabiano da Luz: SC foi o único Estado em que a escolha para o candidato ao governo foi diretamente do presidente Lula, que pediu e convidou diretamente Merísio, que planejava ser candidato em 2030, mas acabou topando vir neste ano, depois de 8 anos afastado.
O balneário Jurerê Internacional, no norte da Ilha de SC, que teve um dos verões mais calmos dos últimos tempos, sem mais excentricidades de milionários (ou daqueles que pensam ser), em suas casas noturnas, volta à berlinda. Na semana passada foi desmontado um laboratório de produção de cocaína “made em SC”, comandado por um russo. Esta semana o alvo foi um grupo especializado
em fraudes imobiliárias de alto padrão. Com documentos falsificados, vendeu cinco terrenos de luxo no local, com prejuízo de R$ 12 milhões aos compradores enganados.
O governador Jorginho Mello usou uma rede social, anteontem, para divulgar a mais nova compra que fez: 400 armas, das quais inúmeros fuzis canadenses e israelenses de alta precisão que só o Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal tem. Ele diz que estes equipamentos de elite permitem que a Polícia Civil atue com superioridade técnica e segurança em operações de combate e enfrentamento ao crime organizado. Será? Talvez esteja um pouco desinformado: não há dúvidas que grupos criminosos já tem algumas daquelas armas. E não de agora.
Coincidentemente, por unanimidade de votos, na mesma quarta-feira a Comissão de Constituição e Justiça da Alesc aprovou projeto que reduz de 25% para 12,5% o ICMS sobre o comércio de armas de fogo e munições feito por pessoas físicas residentes em território catarinense há pelo menos cinco anos, e dá isenção total para profissionais da segurança pública.
O clã Bolsonaro, que quer, por imposição, representar SC no Congresso, continua causando estresse na política do Estado. O portal SC em Pauta diz que um motivo de tensão no momento tem origem numa suposta articulação do governador Jorginho Mello para que o pré-candidato a deputado federal e vereador de Balneário Camboriú, Renan Bolsonaro, seja contemplado com o invejável número 2222 nas urnas de outubro.
Foi convicto de que a grande maioria dos seus eleitores estaria a seu lado, que o senador Esperidião Amin (PP) assinou, sem pestanejar, o relatório final da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros “supremos” Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Relatório que na mesma terça-feira foi derrotada após articulação do governo no Senado.
A aprovação, pela Alesc, em 18 de março, de lei que atualiza o salário mínimo regional em SC para até R$ 2.106, deu ao Estado o segundo maior piso regional do país, só atrás do Paraná. Os valores agora variam de R$ 1.842 a R$ 2.106. O piso tem quatro faixas de remuneração, um aumento médio de 6,5% em relação ao salário anterior. A faixa inicial do valor mínimo a ser pago por empresas de SC ficou R$ 221 acima do salário mínimo do país, reajustado pelo governo federal em janeiro, que passou a ser R$ 1.621.
Apesar de ser o menos populoso e ter o menor Produto Interno Bruto (PIB) entre os três estados da Região Sul, SC tem a sexta maior economia entre as unidades da federação. O PIB supera R$ 500 bilhões, com destaque para polos indústrias importantes como o têxtil, o de máquinas e o de eletrodomésticos. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, em 2025, a taxa anual de desocupação de SC foi de 2,3%, bem abaixo da taxa do país, de 5,6%.
SC tem uma característica importante: é o único Estado em que esse valor das faixas dos pisos é determinado por um processo de negociação direta entre patrões e trabalhadores. Há uma organização no sentido de representar todas as categorias do Estado na comissão de negociação.