O senador Hermes Klann (PL-SC) é relator de projeto de lei aprovado anteontem na Comissão de Direitos Humanos, prevendo que o estelionato praticado contra mulheres em contexto de violência doméstica e familiar ou de relação íntima de afeto, poderá ter sua pena aumentada (de um terço ao dobro), conforme a gravidade das consequências do crime.
Os analistas políticos se detiveram, nas últimas horas, no que apurou a nova pesquisa Genial/Quaest, ou seja, que a alta na aprovação do governo Lula é impulsionada por melhora de seus índices em SC, Paraná e Rio Grande do Sul, principalmente entre homens e independentes politicamente. Gente que não tem mais paciência com os Bolsonaro. Na região onde o bolsonarismo ganhou força ao longo dos últimos anos, a desaprovação do presidente caiu cinco pontos em comparação com o levantamento anterior, publicado em junho. Era de 63% e agora 58%.
A pesquisa IPC, contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ), e publicada ontem, trás um indicativo forte, pelo menos por enquanto: o governador Jorginho Mello pode ser reeleito ainda no primeiro turno, em outubro. No levantamento ele tem 53,3%, ante 26,2% de João Rodrigues (PSD) e 8,6% de Gelson Merisio (PSB). Quando o eleitor é solicitado a citar nomes e forma espontânea, o governador tem 42,7% contra 18,5% de João Rodrigues e 29% que ainda não sabem em quem votar, ou votarão em branco ou nulo.
Para aparecer nas redes sociais e, se possível, faturar fácil, tirando dos incautos de sempre, vale tudo. O que dizer da influenciadora Daniella Motta, de 21 anos, natural de Belém e radicada em Florianópolis, que decidiu transformar em documento oficial algo que, para ela, representa o principal ativo de sua carreira? Há cinco anos, a produtora de conteúdo adulto divulgou que registrou em cartório uma declaração na qual atribui o valor de R$ 2 milhões à própria vagina. Com mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais e três anos de atuação exclusiva no segmento, ela afirma que a iniciativa surgiu como uma forma de proteger o que considera seu instrumento de trabalho.
Policiais que já aplicaram as mais de 11 mil multas, equivalentes a um salário mínimo e duplicada na reincidência, prevista na lei estadual catarinense 18.987, de junho de 2024, contam histórias hilárias dos momentos de flagrante por porte de drogas em locais públicos. Uma que tem se repetido: alguns flagrados alegam serem rastafáris, fazendo questão de se identificar por seus rastas (dreadlocks), e dizer, com toda convicção possível, que a maconha integra sua meditação religiosa. Não tem conversa. É multa.
O mercado imobiliário catarinense e até nacional está de olho comprido com o que acontece em Porto Belo: mais de 3.500 imóveis de novos empreendimentos tiveram altíssima liquidez, com vendas de 100% ainda na planta, totalizando R$ 4 bilhões em valor geral de vendas, segundo dados da plataforma DWV. O desempenho é atribuído à combinação entre valorização imobiliária em ascensão, com metro quadrado médio próximo dos R$ 13 mil e ao crescimento urbano acelerado.
Tão previsível quanto um dia de 24 horas, o Conselho Nacional de Direitos Humanos acionou a Procuradoria Geral da República para responsabilização do governador Jorginho Mello por ter xingado uma cacique indígena, semana passada, durante visita que fez à barragem de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Não consta a mesma iniciativa quanto ao presidente Lula ao mostrar o dedo do meio – um gesto obsceno, dirigido “às elites” – durante evento oficial do governo, sexta-feira, em pleno Palácio do Planalto.
O Marco Legal do Saneamento Básico estabeleceu que até 2033, 90% dos municípios catarinenses devem ter coleta e destinação adequada do esgoto sanitário. Atualmente, o Estado conta com uma cobertura de apenas 35,9%. Para o Tribunal de Contas, que acompanha o processo, trata-se de um dos principais desafios ambientais e de infraestrutura enfrentados por SC. Índices preocupantes, realmente.
Outro índice que assusta: dentre os 295 municípios, 71 – cerca de um quarto do total — possuem menos de 50% da população atendida por água tratada. E há casos com índices de apenas 14% ou 16% de cobertura. Coisa de Terceiro Mundo.