SC está muito próxima da universalização do acesso à internet em suas escolas públicas de ensino básico. Informações do Censo Escolar 2025 indicam que o Estado deu um salto de 14,3 pontos percentuais em 10 anos. Em 2015, 85,4% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio estavam conectadas. Em 2025, o percentual chegou a 99,7%, o que supera a média nacional, que registrou 93,1% em 2025.
Por deliberação do ministro “supremo” Gilmar Mendes, foi para julgamento no plenário virtual a lei de SC que suspende as cotas raciais nas universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem recursos do Estado. Começa no dia 10 e segue até dia 17. A lei está suspensa pelo TJ-SC.
A Procuradoria-Geral do Estado apresentou defesa sob o argumento de que a população de SC é a mais branca do Brasil (81,5%) e que não é possível mensurar os resultados da política. Prefere critérios socioeconômicos, ponderando que “políticas de reserva por marcadores como raça, etnia, gênero ou orientação sexual tendem a tratar pessoas como ‘representantes’ de categorias, reintroduzindo a lógica do rótulo e que esse deslocamento do sujeito para o grupo colide com a dignidade humana”.
O Estado definiu um critério legislativo, que independe de ação identitária ou ideológica. Preserva as reservas de vagas às pessoas com deficiência (PCD), pessoas hipossuficientes e para estudantes oriundos de instituições estaduais públicas de ensino estaduais.
O Supremo Tribunal Federal ganhou mais uns índices de impopularidade com a decisão da semana passada definindo que a soma de todas as vantagens não pode exceder 70% do valor do teto pago a seus ministros. Mas o que vem chamando a atenção desde então é um levantamento do Conselho Nacional de Justiça, que mostra, claramente, as infames distorções entre os Tribunal de Justiça dos Estados.
Conforme o documento, o salário médio mensal pago em 2024 (no ano passado houve majorações, lógico, ainda não disponibilizados quanto a valores) variou de R$ 112 mil para os desembargadores do TJ do Mato Grosso e R$ 44 mil para os do Maranhão. SC ficou com a segunda maior média nacional, R$ 104.068. Para ficar claro: o teto definido constitucionalmente é de R$ 46,3 mil.
Duas universidades catarinenses – UFSC e Udesc – estão entre as mais bem avaliadas do país no Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras (IESE) 2025, divulgado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior). Ficaram em 17º e 23º, respectivamente. No recorte regional, SC aparece em 2º lugar no desempenho do Sul.
Depois de Minas Gerais, SC é o segundo Estado com mais acidentes e feridos em rodovias federais, diz estudo da Fundação Dom Cabral, utilizando dados de 2025 da Polícia Rodoviária Federal. Foram 9.559 e 8.184, respectivamente. Porém, SC lidera o ranking de sinistros, já que têm uma malha de rodovias federais de 2.345km, enquanto a de Minas chega a 9.205 km, quase quatro vezes mais.
Rodovias de pista simples concentram os acidentes de trânsito mais graves e letais, com predominância de colisões frontais, tipo de impacto com maior índice de fatalidade nas estradas. Dados que já haviam sido divulgados pela PRF mostram que SC lidera o ranking nacional com mais trechos críticos em rodovias federais em 2025, com 21 pontos entre os 118 com mais acidentes graves no país.