Outra safadeza
Tão imoral quanto a transposição de funcionários públicos estaduais, mágica tirada da cartola na administração passada e agora declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça, tem sido o mecanismo chamado “à disposição”, em que funcionários, “a bem” ou “por interesse do serviço público”, são transferidos de uma repartição para outra, tanto da administração direta (secretarias) como empresas e fundações. O que se tem notado em inúmeros casos é que um padrinho poderoso está por trás, de forma que “ficar à disposição” tem significado não trabalhar (comparecer ao serviço) ou trabalhar pouco. A conta vai para aquele otário de sempre. Um disque-denúncia conteria e reduziria este abuso.
Os três senadores de SC estão divididos quanto a criação de um imposto para financiar a saúde, no lugar da famigerada CPMF. Luiz Henrique (PMDB) é favorável. Casildo Maldaner (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB) são contra.
Realmente um absurdo que tanto tempo depois de ser eleito e estar no cargo, o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, tenha que conviver diariamente como fantasma do afastamento do cargo devido a uma ação que questiona sua continuidade na função executiva na Capital após exercê-la por oito anos no município vizinho de São José.
Na civilizada Espanha, mais precisamente na região da Catalunha, aconteceu domingo a última tourada na arena Monumental, de Barcelona. Se nós, catarinenses, quisermos dar exemplos de civilidade e respeito ao mundo e aos animais, devemos cerrar fileiras e não mais permitir as insanas e cruéis farra do boi, puxadas de cavalos e as provas de laço nos rodeios.
Deboche e desprezo a símbolo nacional. Não há adjetivo para qualificar a estúpida e grosseira atitude da torcida do Grêmio, domingo, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Enquanto a do Avaí, respeitosa, cantava o Hino Nacional, a adversária, de forma simultânea, entoava o hino dos pampas. Esse mesmo escárnio registrou-se na recente Copa do Brasil, no mesmo palco, entre os dois clubes. E a imprensa catarinense, aquela que insiste em manter o sotaque, acovardada e temerosa, finge que não é nada.
Porque a submissão é uma marca dos catarinenses, a ação abusiva de agentes do Ministério do Trabalho contra pequenos produtores de cebola do Alto Vale do Itajaí mereceu uma tímida denúncia do deputado federal Rogério Mendonça (PMDB-SC). Mas no Rio Grande do Sul tais ações tanto extrapolaram seus limites que a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados fará hoje uma audiência pública para debater denúncias contra os pequenos produtores rurais de batatas, agrupados num consórcio. Foram tratados como bandidos.
O Grupo Teatro Sim…Por Que Não?!!!, de Florianópolis, criado há 25 anos e famoso em todo Brasil, realiza, a partir do dia 2, uma turnê por 30 cidades catarinenses com entrada grátis. As montagens escolhidas para usam formas e linguagens diferentes, como a farsa medieval na peça “ A Farsa do Advogado Pathelin”, o teatro de animação de bonecos, formas e sombras em “Livres e Iguais”, e a tragicomédia “A vida como ela é…”. Foram escolhidas 10 das menores cidades do Estado, 10 médias e 10 grandes, de modo a abranger públicos diferenciados em todos os recantos do Estado.
Craques do Avaí, Figueirense e Cimed participam hoje, das 10 às 22 horas, no shopping Beiramar, em Florianópolis, do Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. SC tem 1.202 pacientes em lista de espera por um transplante, dos quais 340 são de rim. Até agosto deste ano foram realizados 665 transplantes.
Hoje, em Brasília, parlamentares e empresários de SC se reúnem para discutir as prioridades para o desenvolvimento do Estado a serem levadas ao Parlamento e ao Executivo. Dentre entre estão a liberação de recursos para os municípios mais atingidos pelas enchentes, a inclusão do carvão mineral nos leilões públicos para compra de energia e uma definição sobre a situação da Acafe.
Nada como um dia atrás do outro. Agora no outro lado do balcão, Ideli Savatti, ministra das Relações Institucionais, admite, pela primeira vez, em entrevista a jornal “O Estado de S. Paulo”, ontem, que o governo vai ter que criar um imposto para financiar investimentos em saúde e arrecadar mais R$ 45 bilhões por ano.