Familia
1, setembro, 2012
Algumas decisões judiciais são dignas de roteiros de romances, de diferentes gêneros. Um exemplo desta semana: numa comarca do norte de SC foi indeferido pedido de um homem que não queria mais pagar pensão de alimentos de filhas gêmeas porque, ao separar-se judicialmente, fez, por conta própria, exame de DNA, e descobriu que não era o pai. O juiz não o atendeu, sob o argumento de que é necessário um novo exame em juízo e, também, avaliar a existência de paternidade socioafetiva, uma vez que as gêmeas conviveram longo tempo com o “pai”.
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É ou não é para julgar a justiça burra muitas vezes! Que absurdo! Como esse pai vai acreditar na Justiça algum dia? Foi traído pela esposa, sustentou a filha do amante dela, e ainda é obrigado a pagar pensão! E o juiz julga desse jeito! É de chorar!!! Já tive problemas semelhantes, com uma juíza que arquivou um processo que envolvia pensão alimentícia (esse processo deve estar sempre aberto!). Mas os muitos juízes, tais quais muitos médicos, se julgam meio deuses. Posso ter nojo desse comportamento? Posso?
Esqueci uma coisa: bem que esse pai traído poderia arrumar um advogado competente e processar a mãe, cobrando dela o que foi pago indevidamente! Indevidamente, sim, porque ele não era o pai e não sabia disso!