COLUNA DE HOJE – 09-09-2013
Valores cívicos
A parada cívico-militar de 7 de setembro foi, por anos, o maior evento a acontecer na Avenida Beira Mar Norte, a principal via pública de Florianópolis. Atraía milhares de pessoas e era a maior de SC. Famílias inteiras, com bandeiras, iam assistir. Um grande show, afinal. Mas porque não dá voto e nem direito a discurso, inventou-se que “atrapalhava” o trânsito. Então foi transferida para a passarela do Samba Nego Querido, e o público quase a esqueceu. E agora foi despachada, literalmente, como se fosse indesejada, para a desértica Avenida Beira Mar Continental, no Estreito. A bela avenida na Ilha não tem mais lugar para o civismo, tão em falta no momento, mas recebe todo tipo de parada, como a da Diversidade, ontem, sem contar marchas religiosas e profanas de todo tipo, provas esportivas e eventos comerciais. O civismo foi expulso de seu palco maior. Lamentável.
Civismo e patriotismo são duas palavras que foram implantadas no cérebro das gerações anos 60/70. Para essas pessoas, parece que é obrigação de todo mundo cultuar a pátria e seus ídolos de pés de barro. Como diz a frase atribuida a Samuel Johnson: o patriotismo é o último refúgio dos canalhas!
Curiosamente os norteamericanos continuam implantando no cérebro de seus habitantes em pleno século 21 o civismo e patriotismo, então é o povo mais canalha do mundo e nem por isto seu modo consumista de vida deixa de ser copiado pelos seus críticos
Então será que alguns consideram errado ser patriota? Será que é inadequado gostar da pátria? Será que é abominável gostar do país em que se vive e querer que ele seja bom? Alguém que admira uma frase que chama de canalhas aqueles que gostam de sua pátria não me inspira nada de bom…