País irreal
Circula nas redes sociais algo que merece reflexão. Citam-se vários países onde quem se atrever a atravessar suas fronteiras será condenado a 12 anos de trabalhos forçados, como na Coréia do Norte, ou alvejado, como no Afeganistão. Mas se a pessoa entrar ilegalmente por alguma fronteira do Brasil receberá prontamente um abrigo, trabalho, carteira de motorista, Cartão do Cidadão (INSS) de Saúde, segurança social, crédito familiar e escola gratuita. Mais: se for de esquerda, um emprego no governo federal, ser enquadrado no sistema de cotas e até chegar ao Parlamento. E, por último, pode se manifestar nas ruas e até queimar a nossa bandeira, ônibus, repartições públicas e bancos. Mas quem ousar impedir será considerado politicamente incorreto.
Realmente, isso é algo sobre o qual a sociedade brasileira deve refletir muito seriamente. E que nos leva a pensar outra coisa igualmente preocupante: nos últimos anos se propagou a ideia de que é possível a qualquer um atingir seus objetivos e ambições sem estuda e trabalhar pra isso. Basta se mobilizar e reivindicar. Reflitam, quantos segmentos, quantas pessoas hoje vivem sem produzir, mesmo tendo condições pra isso?
Onde foi parar a meritocracia? Há futuro para um país assim ou estamos plantando a semente do fracasso e, talvez, até de conflitos sociais? Quem trabalha e paga seus impostos já não aguenta mais.