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O que os analistas políticos mais sensatos previam acabou se confirmando no domingo: os partidos classificados como de centro político foram os grandes destaques e dividiram o controle dos municípios de forma mais equilibrada. Pela primeira vez desde a adoção do atual calendário eleitoral municipal, em 1988, nenhum partido alcançou a marca de mil prefeituras conquistadas. Dono da maior bancada no Senado, atualmente com 13 parlamentares, o MDB voltou a registrar o maior número de prefeitos (774) e de vereadores (7.335), posição que ocupa desde 1988. Os principais beneficiados foram o PP, o PSD e o DEM, que registraram ganhos significativos. O PP se tornou o segundo partido com mais prefeitos (681) e vereadores (6.356) do Brasil (em 2016 havia sido, respectivamente, quarto e terceiro), seguido em ambas as listas pelo PSD (650 prefeitos e 5.673 vereadores). Já o DEM teve o maior incremento percentual de candidatos eleitos entre os grandes partidos do país, com 70% mais prefeitos e 50% mais vereadores.