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Espaço público

8, fevereiro, 2012

Ganhou meia página, domingo, na “Folha de S. Paulo” a disputa entre moradores insatisfeitos como barulho de bares, ou “beach clubs”, que chegam a ocupar as faixas de areia no balneário Jurerê Internacional, em Florianópolis. Dois enfrentam ações na justiça movidas pela associação de moradores. Outros três, já processados, tiveram que fechar. O interesse da mídia paulista por um tema tão paroquiano é porque Jurerê se tornou uma das praias mais badaladas do Brasil e boa parte deste agito é comandado por jovens ricaços paulistanos. Abusos à parte, a reclamação tem uma carga de xenofobia mané e inveja.

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  1. Tadeu
    8, fevereiro, 2012 em 12:19 | #1

    Se fossem barracos com cadeiras de plastico e musica de gosto duvidoso eu tenho la minhas duvidas se existiriam protestos contra.
    Aqui no Brasil parece ser crime voce trabalhar, enriquecer e desfrutar do que conquistou .

  2. Raul Schwarzwald Coppetti
    8, fevereiro, 2012 em 13:40 | #2

    Prezado Raul, sou empresário uruguaio, vivo no Brasil e adoro Santa Catarina. Tenho acompanhado a polêmica sobre o uso da areia e não entendo como o Brasil ainda resiste a soluções básicas, modernas e qualificadas como a organização prévia da praia. Jurerê Internacional está sendo bombardeado porque é um modelo de qualidade invejável. Como tudo que é bom, quer ser visto e desfrutado. A manezada (incluindo autoridades públicas) não se liga que o Turismo é a galinha dos ovos de ouro e detona o glamour com um discurso pseudo-socialista, péssimo para o desenvolvimento do país. O presidente do Uruguay é comunista, ex-guerrilheiro tupamaro, e no entanto sabe cuidar do nosso ganha-pão: Mujica foi receber pessoalmente o turista número três milhões no porto de Montevideo com honrarias de estado, veja: http://www.colunadeturismo.com.br/ver.php?n_id=2296&u=uruguay-uruguai-turistas

    Ideologia é uma coisa, igorância é outra. Estive em Punta nesse fim de semana e confirmei que TODOS os Paradores (Beach Clubs) de lá organizam áreas vip na areia com mobiliário padrão para seus clientes. É uma exigência do Turismo qualificado. Floripa tá na contra-mão do mundo! É assustador.
    Parabéns por estimular esse debate. Abraço, Raul Schwarzwald Coppetti

  3. Maria Aparecida Nery
    8, fevereiro, 2012 em 18:44 | #3

    Quem ocupa as areias de Jurerê com farofadas em mesas, cadeiras e guarda-sóis levados de casa, não tem problema. Isso é luta de classes nazareia…

  4. Tadeu
    9, fevereiro, 2012 em 08:36 | #4

    Raul Coppetti, tomei a liberdade de copiar seu comentario e guardar. Achei perfeito, e essa é a minha linha de raciocinio.

  5. Raul Schwarzwald Coppetti
    9, fevereiro, 2012 em 11:21 | #5

    Tadeu, tens lucidez de raciocínio! Muita gente pensa assim mas às vezes não fala. O brasil tem que abrir os olhos para os bons modelos universais. Não é porque sou uruguaio (sou também brasileiro), mas não posso deixar de perceber que meu pequeno país fatura 3 bilhões por ano com o Turismo, enquanto que o Brasil, 50 VEZES MAIOR que o Uruguay, fatura apenas 5 bilhões. Olha quanto crescimento nacional se está perdendo! A visão dos gestores públicos está curta. Que deixem a qualidade acontecer e comecem a fazer o seu papel, principalmente na SEGURANÇA PÚBLICA. O povo mistura a qualificação com a falta de segurança, achando que uma é causa da outra – como?

  6. 9, fevereiro, 2012 em 13:35 | #6

    Sou diretora institucional de Jurerê Internacional e tenho procurado acompanhar todos os debates e noticias das ultimas semanas sobre o turismo em Floripa e Jurerê Internacional. Domenico de Masi, renomado sociólogo, escreveu em seus muitos livros publicados e veio à Florianópolis há 3 anos atrás dizer pessoalmente: o turismo é a industria mais socialmente justa que existe, pois é feita substancialmente, de serviços prestados por pessoas para pessoas. O turismo não cresce, não desenvolve, não enriquece, não qualifica (não diverte!) se não acontecer o mesmo com as pessoas que o realizam, o produzem. Simples assim. Porém, já disse Steve Jobs, a simplicidade é a complexidade resolvida. A” luta de classes nazareia “como bem disse a sra Maria Nery transformaria-se rapidamente em harmoniosa pluralidade e distribuida capacidade de produção de riqueza se o espaço público praia – em Floripa especialmente abençoado por Deus! – fosse encarado, planejado e sustentado como dever de toda a sociedade e não somente dos poderes públicos e seus governantes. Encarado como “propriedade” do poder público, resulta oferecido aos cidadãos de uma forma fragilmente democrática e livre: é de quem chegar primeiro e como quiser chegar e usar. Receita predatória como muito bem retrataram o Sr Raul e o sr Tadeu, e que, lugares menos belos do que esta ilha, vem solucionando ao estabelecer mecanismos de reciprocidade e sustentabilidade através da organização e qualificação de seus espaços públicos desta forma preservando-os e prosperando. Em Jurerê Internacional temos o Comitê Gestor da Orla formado pelo poder público, associação de moradores e iniciativa privada, trabalhando desde 2006 com base nesta premissa e nestes exemplos. Um planejamento sério de desenvolvimento endógeno para as 42 praias de Floripa começaria por valorizar as 42 identidades naturais e culturais, morfologicamente definidas e resultaria em muita prosperidade e felicidade nazareia ( adorei!) . Obrigada Sartori, Tadeu, Raul e Maria Nery.

  7. Tadeu
    9, fevereiro, 2012 em 21:38 | #7

    O problema aqui no Brasil, Raul Coppetti, é a cultura do coitadinho . Infelizmente nao sinto uma mudança nem a medio nem a longo prazo .

  8. Maria Aparecida Nery
    15, fevereiro, 2012 em 21:15 | #8

    Prezada Andréa: Eu é que agradeço pela PERSISTÊNCIA de vocês em relação ao empreendimento Jurerê Internacional. Sou gaúcha, 60 anos de idade, 49 deles morando em Porto Alegre e 11 em Floripa. Em 86/87, quando ocorreu o tsunami ESQUERDOPATA das invasões de conjuntos habitacionais (estratégia de campanha que culminou na eleição dos PETRALHAS Olívio Dutra e Tarso Genro – prefeito e vice – e na derrocada do BNH), fui uma das vítimas. Não sei que idade você tinha, na época, mas certamente era muito jovem. Em função do meu trabalho na sucursal do Estadão (entre 76 e 91), conheci um dos diretores da Habitasul, Camilo Fortuna Pires, que me passou orientações valiosas para a solução de um grave problema: comprei um apê pelo BNH e, enquanto eu tramitava a papelada da compra, o imóvel foi INVADIDO por um militante coitadinho, que passou a nele residir com a sua família de excluídos pelo maldito capitalismo, se é que você me entende. Foi a partir dessa triste experiência que passei a observar, estudar, analisar e distinguir as infâmias politicamente corretas que sufocam o bom e velho senso comum, em praticamente todos os setores da nossa vida cotidiana. Aqui em Floripa, em 2004 criei a personagem Cacá Menéia, uma mal educada, praticamente analfabeta mas muito perspicaz velhota manezinha, que escreve crônicas em manezês claudicante sobre as nossas mazelas. Os textos são publicados no Jornal Ilha Capital, um nanico criado para incomodar a PETRALHADA e desmascarar as esquerdopatias que nos assolam. Se você quiser dar-me a honra de sua leitura, segue o link da crônica na qual cunhei a expressão “luta de classe NAZAREIA”. O tema é a falsa polêmica sobre os bares de praia. http://www.ilhacap.com.br/edicao_Setembro10/caca-meneia-set10.html Cordiais saudações

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