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Visão de fora 1

10, fevereiro, 2012

Raul Schwarzwald, empresário Uruguai que vive no Brasil e adora SC acompanhou, aqui, a polêmica sobre o uso da areia por bares nos balneários da Ilha de SC e diz não entender como este país ainda resiste a soluções básicas, modernas e qualificadas, como a organização prévia da praia. Escreve: “Jurerê Internacional está sendo bombardeado porque é um modelo de qualidade invejável. Como tudo que é bom, quer ser visto e desfrutado. A manezada (incluindo autoridades públicas) não se liga que o turismo é a galinha dos ovos de ouro e detona o glamour com um discurso pseudo-socialista, péssimo para o desenvolvimento do país. O presidente do Uruguai é comunista, ex-guerrilheiro tupamaro, e no entanto sabe cuidar do nosso ganha-pão: Mujica foi receber pessoalmente o turista número três milhões no porto de Montevidéu com honrarias de estado”.

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  1. Tadeu
    10, fevereiro, 2012 em 09:33 | #1

    Schwarzvald é perfeito em seu comentario . Esse seu comentario deveria servir de cartilha para os administradores de nossas cidades turisticas .

  2. Carlos
    10, fevereiro, 2012 em 17:18 | #2

    Ora, ora! O turismo pode ser a galinha dos ovos de ouro para quem não tem outras fontes de receita. Só pra comparar, o PIB do Uruguai é de cerca de 70 bi, metade do de Santa Catarina. No caso de Florianópolis, precisamos é investir mais na indústria do conhecimento, fonte numero um de geração de receita do município, que não traz os impactos negativos da invasão de turistas em uma ilha com severos problemas de mobilidade urbana, impossíveis de serem solucionados ante a quantidade de carros que para aqui vem no verão. E dizer que o turismo gera muitos empregos, pode até ser: a maioria das vagas é de garçom, vendedor, cozinheiro, camareira. Isso sem falar dos vendedores nordestinos de queijo e rede, aluguel de cadeira e flanelinha! Não, obrigado, prefiro meus filhos trabalhando em uma empresa de desenvolvimento de software!

  3. Maria Aparecida Nery
    15, fevereiro, 2012 em 12:12 | #3

    Os impactos negativos não são “da invasão de turistas”: a Ilha está SUPER LOTADA é de “ficantes”. Como o próprio Carlos reconhece, Floripa tem “severos problemas de mobilidade urbana”, mesmo fora da temporada. E a explicação para isso é simples: enquanto certos grupelhos de pressão, professadores de ideologias mofadas, dedicam-se a menosprezar e desprezar aqueles que, durante três meses ou em míseros feriadões, vêm para gastar, curtir e voltar para suas origens, anualmente a Ilha “engravida” com centenas de novos moradores (em sua maioria “farofeiros” encantados pela “boa-vida” à beira-mar), que aboletam-se em construções irregulares em servidões clandestinas oriundas de parcelamento tosco do solo, inclusive sobre APPs. E os “defensores” da cidade, oh! Nem aí… “Indústria do conhecimento”? Mais um foco de atração para mais população fixa. Viva a indústria dos “vêm e vão”, o Turismo! E FORA comércio clandestino! Choque de lagalidade, JÁ!

  4. Maria Aparecida Nery
    16, fevereiro, 2012 em 11:44 | #4

    Olha a luta de classes NAZAREIA aí, gente! Trecho da petição (fev/2008) de Everton Balsimelli Staub, na ação contra os bares de praia: “Ocorre que o uso destes denominados Postos de Praia, com mais intensidade a partir da temporada de verão de 2004/2005, e em um crescente gradativo ano-a-ano, transformaram-se em verdadeiras boates a céu aberto, conceito que hoje recebe vários nomes como day club, beach club, beach point, dinning club e outras frescuras gramaticais exóticas, cujas atividades podem ser resumidos a bebida, comida e música, tradicionalmente conhecido como boate, só que na beira da praia, funcionando de dia e de noite, inspirados e COPIANDO ESTABELECIMENTOS DE SAINT TROPEZ E IBIZA, FUNCIONANDO EXCLUSIVAMENTE PARA A ALTA SOCIEDADE.” As maiúsculas são por minha conta.

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