Sinceramente, dá raiva saber que em torno de 20% dos pacientes faltaram, sem fazer nenhuma comunicação prévia, em consultas ambulatoriais agendadas em hospitais da rede própria do governo estadual. Esse absenteísmo tem uma consequência: a demora de atendimento a outros usuários que aguardam pelas consultas, além de médicos e equipes paradas. É o grande gargalo da saúde pública, admite a Secretaria de Estado da Saúde. Lamentável.
O Cyber Gaeco, grupo especializado em investigação cibernética criado pelo Ministério Público de SC em 2022, reunindo forças de segurança do Estado e que atua diariamente para impedir que crimes planejados no ambiente virtual se concretizem, evita dar números, mas admite que muitos ataques, não divulgados, foram evitados, graças à atuação rápida e integrada, principalmente em escolas.
Os efeitos do tarifaço de Trump começam a aparecer em SC. O IBCR – indicador do Banco Central que mede a atividade econômica – registrou recuo de 1,3% no Estado em agosto na comparação com julho. O desempenho foi o terceiro pior do país, atrás apenas do Amazonas e de Minas Gerais, e o quarto resultado negativo do ano. Os números não são surpresa, admite a Fiesc, como efeitos do tarifaço e dos juros altos, que encarecem o crédito e adiam investimentos.
Notícia esportiva em todo mundo nas últimas horas: o catarinense Tiago Splitter, 40 anos, tornou-se, mesmo que interinamente, o primeiro treinador brasileiro da história da mítica liga norte-americana de basquetebol, a NBA. Tomou o lugar de Chauncey Billups, ex-jogador e treinador do Portland Trail Blazers, preso por fraude esportiva, anteontem.
Aposentado em 2017, Tiago passou a atuar como auxiliar no Brooklyn Nets e Houston Rockets, até 2024, quando resolveu comandar, na temporada passada, o Paris Basketball. Deu-se tão bem que virou sensação na Europa, conquistando a Liga Francesa e a Copa da França. Performance que lhe rendeu um convite para voltar aos EUA.
O nosso escritor-mor, Deonísio Da Silva, postou que, na sua opinião, o maior poliglota do mundo foi e ainda é Carlos Freire do Amaral, um gaúcho que morava anônimo em Florianópolis e que foi vítima da covid-19. Conhecia cerca de 115 idiomas. Conhecimento que lhe causou embaraços, como uma prisão, no período pós-64, porque a ditadura achou suspeito que ele soubesse russo.
Gaúcho de Dom Pedrito, Deonísio conta que Carlos Freire morava num sítio no Morro das Pedras, no sul da Ilha de SC e publicou o livro “Babel de Idiomas” (editora L&PM) com poemas de 60 línguas diferentes traduzidos para o português. Foi a leitura deste livro que levou Deonísio a procurá-lo e descobrir outro recorde: conseguiu publicar traduzindo para sua língua materna (no caso dele, o português) poemas escritos no maior número de idiomas. Merecia estar no Guinness.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou anteontem projeto de lei que equipara a misoginia – condutas que manifestem ódio ou aversão às mulheres, baseadas na crença da supremacia do gênero masculino – ao crime de racismo. O texto define a punição de dois a cinco anos de prisão e multa, a mesma pena aplicada para injúria racial. Foram 13 senadores favoráveis, e dois contrários, de Jorge Seif (PL-SC) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) .
Na reunião do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, presidida, de forma tranquila, pelo catarinense Fábio Schiochet (União), 11 deputados votaram a favor do arquivamento do processo contra Eduardo Bolsonaro e 7 contra. Entre os favoráveis votou o catarinense Gilson Marques (Novo).