A Justiça do Trabalho de SC atingiu em 2025 uma marca histórica de movimentação processual. Foram recebidas ao todo 99.866 novas ações trabalhistas pelas 60 varas do trabalho, o maior volume em mais de 90 anos de história da instituição. A vara que liderou o ranking de processos recebidos foi a de Itapema, com 3.313, resultante do boom da construção civil observado no município. As construtoras têm terceirizado as obras para empreiteiras com pouco ou quase nenhuma capacidade financeira de arcar com direitos trabalhistas básicos. Muitos operários são trazidos de outros Estados para suprir a carência de mão de obra na região.
Pelo menos 100 regimes de previdência estaduais e municipais investiram em fundos ligados ao liquidado Banco Master, revela levantamento da “Folha de S. Paulo” com base em dados da Comissão de Valores Mobiliários e do Ministério da Previdência. De SC estão os fundos imobiliários de Criciúma, Içara, Palhoça, Rio do Sul e Rio Negrinho, com valores entre R$ 191 mil (Criciúma) a R$ 810 mil (Palhoça).
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, afirmou à imprensa da cidade que o transporte marítimo é inviável, conforme estudo na fase final. Há pelo menos 50 anos se fazem estudos sobre isso, com o mesmo resultado. O que ninguém diz é que o sistema de transporte coletivo é dominado por um cartel, há décadas. Não por acaso a capital catarinense ostenta a tarifa mais alta entre todas as 27 capitais brasileiras, com qualidade não exatamente inversa, mas próxima a isso.
Nesta semana o Ministério Público de SC apresentou uma denúncia criminal contra dois tenistas estrangeiros, um venezuelano e um colombiano, que teriam proferido ofensas racistas durante o torneio ATP Challenger 75 – Itajaí Open. Muito bem. Que tal também apresentar denúncia criminal contra vários jornalistas e colunistas da grande mídia impressa nacional que com uma frequência crescente referem-se aos catarinenses como “nazistas” ou “fascistas”?
A ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça, cujas origens familiares são de Tijucas, declarou-se impedida e pediu para sair da comissão encarregada de apurar denúncia de assédio sexual contra o seu colega ministro Marco Buzzi, que é de Timbó, no Médio Vale do Itajai. Alegou razões familiares.
A ministra é casada com Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União, que é irmão de Douglas Alencar, do Tribunal Superior do Trabalho. Buzzi tem uma filha, Catarina, que é casada desde 2023 com o enteado de Douglas, Rodrigo, que inclusive assumiu o sobrenome do sogro. Os dois são advogados. Walton e Isabel estiveram no casamento dos dois. O laço: Isabel é “tia” do genro de Buzzi.
A falta de bom senso – será que é tão difícil assim consegui-lo? – levou a Assembleia Legislativa a aprovar, esta semana, o que seria um desnecessário projeto de lei da deputada Paulinha (Podemos), que assegura o direito de mães amamentarem seus filhos, até seis meses de idade, em períodos a cada duas horas, durante a realização de concursos públicos no âmbito da administração pública direta e indireta dos poderes.
O colunista Lauro Jardim diz que nunca se pesquisou tanto sobre cachorros no Google no Brasil quanto entre os dias 25 e 31 de janeiro. O país alcançou o 2º lugar no ranking mundial de buscas pelo termo. Pico impulsionado diretamente pelo Caso Orelha, com os termos “cachorro orelha”, “cão orelha” e “caso orelha cachorro”.
Nos próximos dias é que se verá as reais consequências políticas do repentino rompimento do contrato, que ia até o ano 2050, que a prefeitura de Chapecó tinha desde o sempre com a estatal Casan. Decisão do prefeito João Rodrigues (PSD) que, tudo indica, enfrentará nas urnas o governado Jorginho Mello em outubro.