O Tribunal de Contas do Estado divulgou ontem resultado de levantamento sobre os serviços de acolhimento institucional destinados a jovens e adultos com deficiência no Estado, a partir de informações solicitadas e enviadas por 255 dos 295 municípios. O resultado é preocupante, para não dizer assustador: apenas 10 declararam possuir tal serviço em seu território, totalizando 16 unidades de acolhimento institucionais. Outro dado diz respeito à natureza dos serviços em execução: 84,5% das instituições acolhedoras têm fins lucrativos.
Além disso, 92 municípios relataram enviar pessoas com deficiência para acolhimento fora de seus territórios, inclusive para outros Estados, comprometendo vínculos familiares e comunitários. O estudo ainda apontou falhas significativas na estrutura e na fiscalização dos serviços, como, por exemplo, o fato de que apenas 32% dos municípios contam com equipe técnica multiprofissional completa. Por fim, 60% dos municípios pesquisados informaram que não desenvolvem ações de convivência familiar e mais de 70% desconhecem a existência de tecnologias assistivas nas instituições.
Um julgamento na comarca de Ponte Serrada foi o primeiro em SC sob a égide da lei federal 5.384, de 9 de abril passado, que estabelece como crime a prática de violência vicária, passando a se chamar vicaricídio. A legislação determina que está sujeito a pena de reclusão de 20 a 40 anos quem “matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar-lhe sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar”.
É aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle; contra criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; em descumprimento de medida protetiva de urgência. No caso um homem matou a filha, pouco antes de completar um ano, após a companheira, mãe da criança, ter rompido o relacionamento. Foi condenado a 71 anos de reclusão.
Para a opinião pública, o Congresso Nacional tem uma das piores avaliações de credibilidade, o que não chega a ser uma surpresa. Aqui vale sempre relembrar um famoso comentário do deputado Ulysses Guimarães (1916-1992), feito ao final da Assembleia Nacional Constituinte em 1988, presidida por ele. O lendário parlamentar foi confrontado sobre a qualidade dos políticos daquela legislatura e soltou a pérola que se transformou numa espécie de profecia: “Se acha este Congresso ruim, espere só o próximo”. É sim uma profecia, que na real, parece mesmo é uma praga.
O Datafolha publicou ontem uma pesquisa em que os ministros “supremos” foram pior e melhor avaliados. Lava a alma saber que o brasileiro que pensa já sabe fazer as distinções. Os melhores avaliados são André Mendonça, Cármen Lúcia e Luiz Fux. E os piores Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Se uma transferência de R$ 500 resultou em 14 anos de prisão (para um empresário catarinense que ajudou a bancar a ida de um ônibus para os atos de 8 de janeiro de 2023), uma transferência de R$ 129 milhões (do Banco Master por serviços jurídicos da mulher do ministro “supremo” Alexandre de Morais) dá quantos anos?
É hercúleo e desafiador, diante do meu gosto musical geral diante de tanto lixo que se produz – do sertanejo ao funk e axé, dentre muitos, com honrosas exceções – , o projeto do maestro Jeferson Della Rocca que leva música erudita gratuita a estudantes de SC. Já passou por 29 escolas públicas com seu Programa Estadual de Formação de Plateia para a Música Erudita. Ao longo deste ano chegará a mais 60.
O senador Jorge Seif (PL-SC), que se meteu num bate-boca com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) está atiçando as tensões dentro do partido com mais uma investida. Desta vez contra a deputada estadual Ana Campagnolo, que ao fazer ressalvas à candidatura do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro ao Senado por SC, foi pejorativamente qualificada por ele como “professorazinha”.