A Universidade do Estado (Udesc) tornou pública sua discordância lembrando que antes do ato do governador havia enviado à Secretaria de Estado da Casa Civil posicionamento fundamentado “em razões éticas, sociais e jurídicas, indicando o veto integral, visto que contraria o interesse público, caracterizando um retrocesso inconstitucional e um dano irreparável ao progresso social e científico de SC”.
As cotas que Jorginho Mello quer barrar por lei é i assunto da hora. Mas logo virá a público outra polêmica, quando começar a análise de projeto da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), que proíbe a reserva de vagas para pessoas trans em universidades públicas e privadas. Em outra ação concomitante, a congressista entrou com representação contra a Universidade Federal de SC em reação a uma política que reserva de 2% das vagas dos cursos de graduação e pós-graduação a pessoas trans.
Na representação ela pede a instauração de procedimento administrativo para apurar a legalidade e constitucionalidade do ato normativo da UFSC que, em nota, esclarece que “essas políticas são institucionais, consolidadas e plenamente amparadas por resoluções do seu Conselho Universitário, pela legislação federal vigente, por critérios públicos e objetivos previstos em editais e pelo reconhecimento reiterado de sua validade pelo Poder Judiciário”.
A notícia política mais importante das últimas semanas em SC foi o convite feito anteontem pelo governador Jorginho Mello ao prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para ser seu pré-candidato a vice-governador. Assim, de uma tacada só, isolou o MDB e o PP .
Alguns analistas políticos já dizem que o convite mira uma estratégia futuro que, se for vencedora nas urnas, em outubro, poderá levar Adriano ao posto de governador em 2030. Jorginho Mello, por sua vez, disputaria um outro cargo, como de senador, por exemplo.
O interessante estudo da Fecomércio que apontou uma queda sensível de turistas argentinos nos primeiros 15 dias deste ano m SC mostra que se Florianópolis foi a cidade mais impactada, outros destinos catarinenses registraram aumento proporcional de visitantes do país vizinho, como Laguna (20 % comparativamente ao mesmo período de 2025) e Imbituba (19%). A percepção é que Florianópolis ficou, ou está ficando cara, para eles.
A Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo) divulgou esta semana que foram realizadas, dentro da lei, com autorização, 5.241 corridas de rua, no ano passado em todo Brasil, um crescimento de impressionantes 85% em relação a 2024, quando o levantamento foi feito pela primeira vez. O Estado com o maior número de corridas de rua em 2025 foi São Paulo, 1.311. Depois Paraná e SC, com 645 e 478 eventos, respectivamente.
Incredulidade. Esse é o sentimento de desembargadores do Tribunal de Justiça de SC, nas conversas em grupos de WahtsApp ou nas rodinhas, sobre o que vem acontecendo com alguns ministros “supremos”, destacando-se Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Incredulidade que também contagia o brasileiro decente e que não se conforma diante da inação geral de enfrentamento a ambos e suas espantosas ilicitudes.
Transformada num dos principais destinos turísticos do Brasil, Florianópolis continua entrando cada vez mais nos planos de expansão das malhas das maiores companhias aéreas internacionais. A mais nova interessada é a Air France, que pode criar uma linha direta entre a capital catarinense e Paris. As negociações estão indo muito bem.