No início de seu mandato, em 1991, o então governador Vilson Kleinubing foi quase crucificado porque seu eleitor de Florianópolis exigia, como prioridade, a duplicação da SC-401, ligando o Centro ao norte da Ilha de SC. Vozes de líderes do interior vieram a público protestar que o governador “vai duplicar uma estrada para os ricos de Florianópolis irem à praia, enquanto no interior faltam estradas”.
Kleinubing honrou sua promessa e deu início em parte da duplicação, ampliada nos governos seguintes, em especial no de Luiz Henrique da Silveira. No meio da semana passada o governador Jorginho Mello e o prefeito Topázio da Silva inauguraram um trecho da terceira pista da mesma rodovia e no último final de semana, pela primeira vez, em décadas, foi possível vencer os 35 quilômetros do Centro até o ponto mais distante, a praia de Ingleses, em cerca de 40 minutos, de automóvel.
Que a solução dada agora neste caso, sirva de exemplo aos nossos gestores públicos para que pensem um pouco mais adiante. Por décadas, a ligação de sete quilômetros entre as pontes de Florianópolis e a BR 101, com duas pistas, logo ficou saturada, obrigando uma terceira, que também já fica congestionada boa parte do dia. E a curto prazo não se apresentam outras saídas. Quanto ao trecho norte da BR 101, dispensam-se explicações. Em alguns trechos mais críticos uma terceira pista já deveria ser realidade há muito tempo. E a que já chamam de BR-102 (uma estrada paralela que o governo estadual quer bancar junto com a iniciativa privada) já deveria ter passado do estágio de sonho para um começo de realidade.
Lava a alma dos brasileiros do bem saber que gente como o ex-ministro “supremo” Ayres de Britto e o ex-ministro Gustavo Franco, responsável pelo Plano Real, aprovam a ideia do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de instituir um código de ética para os integrantes da nossa suprema corte. Estarrece saber que a maioria deles tem repulsa a isso. Não querem normas de integridade, como as que tem universidades, empresas, bancos, ONGs, conselhos e governos.
Vem chamando a atenção o comportamento recente do empresário brusquense Luciano Hang que, discretamente, vem se afastando da disputa presidencial de 2026, justamente ele que sempre foi um dos principais aliados de Jair Bolsonaro. Há especulações acerca da atitude. Diz-se que o que mais o interessa no momento é dar total e máxima atenção à expansão de suas lojas Havan, de forma a atingir 200 unidades em 2026 e marcar presença, no ano em que completa quatro décadas, em todas as 27 unidades da federação.
O mercado imobiliário se depara com empreendimentos de alto padrão que se espalham por cidades médias e pequenas no litoral e no interior do país. E SC e destaca como principal canteiro de obras do mercado premium fora dos grandes centros urbanos. O portal da revista Veja diz que juntas, Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Itajaí e Florianópolis formam um cluster de luxo que movimentou R$ 16,3 bilhões em vendas de janeiro a setembro deste 2025, praticamente o mesmo volume registrado pela cidade de São Paulo, segundo a consultoria Brain Inteligência Estratégica.
Há, evidentemente, uma clientela que sustenta a sofisticação de projetos como o Edify One, em Itapema. Com unidades que chegam a custar R$ 51 milhões, o empreendimento conta com 60 apartamentos de até 966 metros quadrados, todos voltados para o mar, com entrega prevista para 2028.
SC caminha para ser o Estado brasileiro mais preparado em defesa civil, para fazer frente às consequências de uma série de “encontros” de várias massas e fenômeno naturais que o tem como paradeiro. O empenho que está sendo feito no momento é que todas as equipes de Defesa Civil dos 295 municípios tenham um kit para enfrentar as emergências causadas pelos eventos climáticos extremos. É composto por uma caminhonete 4×4, drone e computador, entre outros equipamentos.
O que poucos sabem é que SC tem quatro radares próprios que fazem raio-x e trajetória das nuvens num raio de 400 quilômetros. Os dados gerados por eles foram que deram base para a decisão de cancelar as aulas na penúltima semana em toda rede estadual de ensino.