O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi encaminhou à Corte uma defesa de 262 páginas em que tenta colocar em xeque os depoimentos das vítimas e de testemunhas, inclusive funcionários do seu gabinete, a quem qualifica de “telefones sem fio” e “fofoqueiros” sobre o seu comportamento. Também recorreu a um laudo apontando sofrer de disfunção erétil e ter “severas limitações físicas” para negar as acusações. Em Timbó, sua terra natal, e no TJ-SC, onde atuou, não se fala noutra coisa.
Conforme o Índice FipeZap, que é confiável, um imóvel lançado na planta por R$ 975 mil, em 2019, está avaliado agora, na entrega, em R$ 6 milhões. A impressionante valorização de 515% em sete anos refere-se ao Number One Residence, torre com mais de 140 metros e 42 pavimentos que o Grupo N1 finalizou no Canto da Praia, área nobre de Itapema.
O consagrado escritor lageano Cristóvão Tezza recebeu ontem em Curitiba o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Nessa merecida honraria junta-se a ícones da literatura como Érico Veríssimo, Cecília Meireles e Fernando Sabino, premiados em 1953, 1965 e 1999, respectivamente. Os críticos elegem como sua obra-prima o livro “O Filho Eterno”, de 2007, traduzido em diversos idiomas. Entre ficção e não ficção, Tezza tem 33 livros publicados.
Críticos de dança que estão vendo o Festival de Dança de Joinville ficaram encantados com o espetáculo “Cabeças”, da Cia 255, apresentado anteontem. Criada em 2024, a obra é inspirada na história da Sociedade Kênia Clube, fundada em 1960 por moradores negros da cidade em resposta à segregação racial e não oficial que os impedia de frequentar os mesmos espaços de lazer da população branca. Já premiada nacionalmente, a coreografia mudou a trajetória do clube com sua comovente reflexão sobre ancestralidade e pertencimento.
Ontem, 22, foi o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, instituído por lei recente sancionada pelo governador Jorginho Mello. Foi para se refletir, não comemorar. Dados já levantados pelo Ministério Público estadual entre 2020 e 2024, com atualização dos números absolutos até 2025, apontam que 65,6% das vítimas de feminicídio eram mães, dentre as quais 45,9% possuíam filhos em comum com o agressor.
O impacto ultrapassa os números. Além das vidas interrompidas, esses crimes atingem crianças, adolescentes e familiares que passam a conviver com perdas irreparáveis. Para dar visibilidade a essa trágica realidade, o MP-SC e Polícia Científica já estão trabalhando para identificar crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio no Estado. Atualmente, não há um levantamento consolidado sobre esse público em SC.
Em várias colunas de política da mídia impressa nacional a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) continua pontuando como um nome para vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O viés, agora, é sua cotação, em baixa. Está enquadrada numa espécie de “plano C” do candidato. A preferida é Daniella Marques, do Republicanos. O “plano B”, já descartado, seria a senadora Tereza Cristina. Julia teria uma concorrente: a deputada Bia Kicis.
A Justiça Eleitoral de SC criou uma comissão interdisciplinar voltada exclusivamente ao planejamento de contingências relacionadas aos efeitos do fenômeno El Niño. A preocupação é garantir a realização das eleições mesmo diante de possíveis enchentes, deslizamentos e bloqueios de rodovias durante o período eleitoral. O grupo trabalha na elaboração de um guia interno de resiliência climática, prevendo diferentes cenários.
SC ganha na terça-feira um documento completo sobre a história da Ponte Hercílio Luz. O jornalista e escritor Maurício Oliveira e a Editora Expressão lançam o livro “Ponte Hercílio Luz – 100 anos”. A publicação aborda do projeto inicial às comemorações do centenário da travessia, em 2026, e revisita o desenvolvimento de Florianópolis e do Estado no último século. Amplamente ilustrada com fotos e documentos, traz preciosidades contadas a partir de entrevistas feitas pelo autor com personagens da história já falecidos, como Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho, e Cândido Machado, operário que participou da construção dos alicerces da Hercílio Luz. A sessão de autógrafos será no Pátio Milano, em Florianópolis, às 19h30.