A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou esta semana uma série de propostas que criam datas comemorativas e homenageiam cidades, eventos e figuras históricas. Dentre elas o projeto de lei 3119/24, que dá ao município de Corupá, em SC, o título de Capital Nacional da Banana.
Antes que mais alguém acuse ou insinue que este espaço é racista – o que é uma total inverdade – é preciso por pingos nos is em nota aqui, esta semana, em que se elogiou projetos estabelecendo que as escolas públicas e privadas de SC ofereçam, no mínimo, três aulas semanais de Educação Física para os estudantes de todas as etapas da educação básica e uma carga mínima de 12 aulas anuais de noções e práticas de educação financeira no ensino médio. No final da nota, este espaço pediu que, “por favor, se pare de querer impor bobagens, como História da África”.
A coluna reconhece que exagerou. Ao invés de “bobagens” poderia ser “inclusão transversal e opcional”, não imposto por lei, de tal conteúdo no ensino de História, e questiona: porque não tem também a História da Europa, por exemplo, de onde descendem mais de 80% dos catarinenses? A grande maioria a desconhece. Por qual motivo então vão se interessar pela da África num Estado, como SC, onde apenas 20% da sua população é afrodescendente? Talvez na Bahia teria a devida e merecida consideração. Melhor mesmo é primeiro conhecer a sua história e depois a dos outros. Aceitam-se argumento melhores.
Será oficializada hoje em Laguna a fundação do Instituto Histórico e Geográfico do Sul de SC (IHGSul). A entidade terá como missão pesquisar, preservar e divulgar a história, a geografia, a genealogia e o patrimônio cultural dos 45 municípios das regiões dessa parte do Estado. O fato representa um raro e bem vindo marco para o fortalecimento da produção de conhecimento, da preservação documental e da valorização da identidade regional.
A miopia já afeta uma em cada três crianças e adolescentes no mundo e pode atingir mais de 740 milhões de jovens até 2050, segundo estudos recentes. Para o presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia, André Frutuoso, o diagnóstico precoce é essencial para conter a progressão da doença e reduzir riscos futuros. O tema será destaque no II World Congress on Myopia Control, em julho de 2026, em Curitiba, reunindo especialistas internacionais e brasileiros para debater estratégias de prevenção e tratamento.
Imediatamente após Donald Trump anunciar o tarifaço de 25%, a Federação das Indústrias de SC (Fiesc) divulgou estudo mostrando que 54,5% da pauta exportadora do Estado será afetada com as novas alíquotas. Este segundo tarifaço deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2% e o Estado deixou de gerar cerca de 7,6 mil postos de trabalho. A entidade fez questão de ressaltar, nas primeiras linhas de um comunicado, que “esperava do governo federal mais empenho diplomático e técnico e menos discurso de soberania”.
Quem assistiu arriscou uma estica-e-puxa entre as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC) e Maria do Rosário (PT-RS), anteontem, no plenário da Câmara dos Deputados. A congressista gaúcha, que gosta de uma discussão, taxou a colega de “nazista” quando foi alertada quanto a proibição de entrar no recinto com plaquinhas de protesto.
Levantamento divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostra que nove em cada 10 municípios brasileiros já sofreram com desastres hídricos, como inundações, secas, deslizamentos e tempestades entre 1991 e 2024. O estudo envolveu 59.658 que afetaram 129 milhões de pessoas, causando prejuízos estimados em US$ 123 bilhões.
No recorte do estudo quanto a perdas econômicas, a cidade brasileira com maior prejuízo em decorrência dos desastres é Rio do Sul, em SC, no montante de US$ 2,25 bilhões. Em seguida na lista aparecem Iconha (ES), Nova Friburgo, Blumenau (SC) e Teresópolis.