Quer queira ou não a futura administração municipal de Imarui, o governo do Estado garante que uma nova penitenciária será mesmo construída no município. Seu escudo é a Lei de Execuções Penais (LEP) que está acima da legislação municipal ou estadual.
A qualquer momento pode ser deferida liminar para penhora de bens do frigorífico Diplomata, unidade de Xaxim. Ação trabalhista foi ajuizada pela Fetiaesc e Sintrac (federação e sindicato dos trabalhadores) para garantir pagamento de salários em atraso e verbas rescisórias. A Fetiaesc pede valor médio de R$ 8 mil para cada um dos 1.969 funcionários.
Duas entidades catarinenses se engajaram no movimento pela unificação das eleições gerais no Brasil deflagrado pelo deputado catarinense Dado Cherem (PDSB) e pela Unale (União Nacional dos Legislativos e Legisladores Estaduais): a União dos Vereadores de Santa Catarina (Uvesc) e a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam).
Que vergonha! O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.
É muita ironia. O assessor do MEC Marcio Barbosa Lima, um dos investigados pela Operação Porto Seguro, que faz doutorado na UnB, é autor de tese de mestrado na Unicamp intitulada “Contribuição ao estudo da mentira na vida cotidiana”.
Democracia escolar
A cada vez mais discutida escolha dos diretores das escolas estaduais de SC é motivo de nova iniciativa na Assembléia Legislativa. O deputado Gelson Merisio (PSD) apresentou projeto de lei que dá aos pais, estudantes (a partir da 5ª série), professores e servidores da escola o poder de escolher os diretores. Alunos terão voto com peso um e os demais segmentos peso dois.
Com eleições marcadas para dia 3 de março, quase todo dia se apresentem candidatos a prefeito em Criciúma. Até ontem havia nove nomes oficiosamente postos. O PT, que já governou a cidade, ainda está na muda.
A Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade questionando a validade da lei estadual de SC que exige das empresas a instalação de bloqueadores nas 49 unidades prisionais do Estado. Será que a Acel pode explicar porque é possível a comunicação por celular de dentro de uma cadeia, como a de São Joaquim, enquanto boa parte da população, da cidade e região, não consegue?
A propósito dos cambalachos da ex-secretária de Lula e José Dirceu: pergunte-se a alguns congressistas catarinenses como é a corrupção nas agências reguladoras federais e eles terão muito o que contar, oficiosamente, lógico, porque não há provas materiais. Mas não faltaram até agora, em inúmeras ocasiões, indicativos fortes de que havia (e há) algo mais do que pedras no meio de certos caminhos.
A confirmação da instalação da montadora BME em Araquari já ecoa economicamente em toda região nordeste de SC. E um dos reflexos é na hotelaria. O grupo Breithaupt, de Jaraguá do Sul, está anunciando investimento de R$ 80 milhões na expansão de um shopping e na construção de um complexo envolvendo hotel de 121 apartamentos e 120 salas comerciais. As obras começam em janeiro e serão concluídas em um ano e meio.
Segunda-feira o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que proporá alteração na lei para que a internação de menores seja maior para quem comete crimes graves. Ontem o deputado federal catarinense Onofre Agostini (PSD) propôs uma emenda a Constituição que reduz a maioridade penal no Brasil dos atuais 18 anos para 16 anos. Agostini se pergunta, como milhões de brasileiros: “Se uma pessoa menor de 18 anos pode trabalhar, contratar, casar e votar, por que não pode responder criminalmente?”
Antes de ficar gravemente doente – domingo ele sofreu um acidente vascular encefálico – o jornalista Joelmir Beting, de 75 anos, gravou um vídeo para incentivar os jogadores do seu time, o Palmeiras, contra o Figueirense, pelo campeonato brasileiro.
Na sentença que condenou quatro irmãos residentes em Palhoça por crimes que tiveram como vitimas índios ocupantes da aldeia Cambirela, no conhecido Morro do Cambirella, que os irmão queriam expulsá-los, o juiz federal Ivori Luis da Silva Scheffer adotou parecer antropológico. Diz que o local é frequentemente visitado/ocupado por índios guarani oriundos das mais diversas aldeias, vivificando o território de ocupação e materializando a mobilidade tradicional guarani, por eles denominada yvy rupa. As viagens-visita integram as pautas da sua cultura, o que consolida ampla rede de parentesco e sociabilidade, bem como dinâmicas de troca.