Relata o colunista Cláudio Humberto que o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) vem confirmando reputação de que o PT não cumpre acordos: ele não quer largar o osso da presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e passá-la à Caroline de Toni (PL-SC) em 2024.
Na safadeza, petistas e bolsonaristas estão juntos. Foi assim, na votação, no Congresso Nacional, pela manutenção do infame Fundo Eleitoral de obscenos R$ 5 bilhões para bancar as eleições municipais de 2024. O mesmo valor da eleição de 2022.
Bem que Lula e Janja poderiam fechar 2023 sem debochar tanto dos brasileiros, estarrecendo-os com a notícia de gastos de obscenos R$ 26 milhões com reformas e móveis para palácios. Só um tapete vermelho – o que isso quer dizer? – custou R$ 114 mil.
Este 2023 termina e logo ali começa 2024 com anúncios de boas notícias no mundo da política brasileira. Destaca-se a de que Congresso vai analisar a unificação de eleições, de forma que ocorram a cada cinco anos, e o fim da reeleição.
Apenas 20 deputados federais vão fechar 2023 com todos os votos de oposição-raiz. O destaque é para a catarinense Julia Zanatta (PL), que esteve presente em 100% das votações nas quais o governo orientou o voto. E foi contra Lula em todas. Os Estados com maior índice de oposição na Câmara nas votações deste ano foram SC e Rondônia, com 68%, onde Lula não pisou em 2023, e Mato Grosso, 69%.
Entra em vigor dia 1º de janeiro o programa estadual Recupera Mais, com opções de adesão e descontos graduais até 31 de maio. Com a iniciativa o governo espera recuperar R$ 1,5 bilhão em impostos já inscritos em dívida ativa nos últimos 10 anos. Sabe-se que devedores contumazes continuarão sendo o que são, certos de assim continuarão graças a algumas “proteções”. Alguns muito conhecidos do distinto público de SC.
Em entrevista para o portal da revista Veja o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que ainda é cedo para se fazer uma avaliação histórica sobre os ataques às sedes do Planalto, do Supremo e Congresso Nacional em 8 de janeiro deste ano. Trecho que chama a atenção: “Foi um vandalismo absurdo, marcado por imagens repugnantes. Mas não houve tentativa de golpe, como dizem. Tentativa de golpe tem que ter no mínimo uma articulação que envolva alguma das forças políticas predominantes. Não houve articulação nem política, nem militar e nem eclesiástica. Para ter tentativa de golpe tem que ter alguma liderança e não houve liderança. Era um bando de vândalos descoordenados, que nem sequer estavam armados, e poderiam ter sido neutralizados por 500 policiais”.
Conforme o “Estadão”, os deputados federais bateram recorde e neste ano gastaram R$ 79 milhões da cota parlamentar para autopromoção. Felizmente, nenhum de SC. Detalhe: dos 10 deputados que mais gastaram na rubrica seis são do PL, partido de Bolsonaro.
O ministro “supremo” de plantão, Dias Toffoli suspendeu o bloqueio de verbas destinadas à Cruz Vermelha Brasileira, atendendo reclamação apresentada pela filial da entidade de SC, que questionou decisão do TJ-SC determinando a penhora de valores para pagamento de dívidas de contrato de locação.