Como não concordar com o argumento de Seif? Diz: “Votar de forma aberta e transparente não é só um ato de responsabilidade, mas é um compromisso de honestidade e integridade com o público”. Cá entre nós: a covardia é uma das marcas maiores de nossa classe política e o voto secreto é seu refúgio mais seguro e inconsequente. Isso tem que acabar. E o mais rápido possível.
Porque nenhuma das duas partes compareceu, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu uma audiência de conciliação envolvendo Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan de um lado, e a deputada estadual catarinense Ana Campagnolo (PL) de outro. Ela é ré em processo por ter usado canções dos três em um curso antifeminista, do qual foi ministrante.
A deputada defendeu-se no processo com um argumento inusitado mas com um “que” de fundamento. Em um trecho diz que “a dura verdade é que os autores precisam encarar que após o ápice de suas carreiras, encontram-se em franco declínio não por eles, mas porque é difícil competir com a quantidade de novos artistas surgindo a todo tempo. Se for feita uma pesquisa entre as novas gerações, poucos saberão dizer quem são Djavan, Gilberto Gil, Chico Buarque, Mário Lago ou Augusto Boal”. O advogado dos artistas, João Tancredo, respondeu, pesado: “A ignorância é a pior coisa que tem no mundo. É o caso”.
Chama a atenção no terceiro relatório de balneabilidade da temporada de verão 2023-2024, do Instituto do Meio Ambiente de SC, o que acontece na que é hoje uma das mais badaladas cidades do sul do Brasil, Balneário Camboriú. Nos nove pontos de coleta de amostras de sua bela e agora engordada praia central, onde, à sua frente, ficam os milionários espigões de apartamentos de celebridades, subcelebridades, ricos de fato, emergentes e uns outros tantos com discutível qualificação, todas deram impróprias para banho. Na vizinha Itapema, que só tem duas praias, quatro dos nove pontos também não estavam recomendados para banho. Lamentável.
Que outras prefeituras do litoral de SC adotem o que a de Laguna já decidiu: proibir a instalação de barracas e som automotivo na orla das praias do Mar Grosso e o Farol durante o período da virada do ano. Em anos passados a permissividade imperou, em total desrespeito à grande maioria que não tolera, e com toda razão, tanta “liberdade” de alguns.
Com tempo de sobra para sua intensa e discutível agenda internacional, Lula não pisou em oito Estados desde o início de seu governo: SC, Acre, Alagoas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Tocantins, registra o colunista Claudio Humberto. Coincidentemente, afora Alagoas, sua popularidade anda caindo em todos os demais.
O Ministério Público de SC reagiu, tanto que recorreu da decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, que mandou libertar da prisão, em Blumenau, José Natalício Rufino, condenado a 18 anos e seis meses pelo brutal assassinato de sua ex-companheira, Bernardete Libardo, que era ativista dos movimentos sociais da cidade.
Nas discussões que, felizmente, terminaram na aprovação, na Assembleia Legislativa, esta semana, do Programa Estadual de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Catarinense (Pronampe-SC), uma promessa de campanha do governador Jorginho Mello, revelou-se uma disparidade do tipo bíblico entre David contra Golias no ambiente de negócios das empresas catarinenses.
Como isso se mostra? Conforme o Sebrae-SC, as micro e pequenas empresas correspondem a mais de 93% do total de empreendimentos e empregam cerca de 55% da mão de obra no Estado. Mas, mesmo assim, enfrentam imensas dificuldades para obter acesso a linhas de crédito, enfrentando taxas de juros altas que impedem a expansão de seus negócios. Restrições bem mais amenas quanto às grandes empresas.