Honestidade à prova
Na pachorrenta manhã de ontem no Congresso Nacional alguém trabalhou. Sob a relatoria do deputado João Rodrigues (PSD-SC), a Comissão de Segurança Pública rejeitou projeto que propunha a criação de um teste de integridade para os agentes públicos. Consistiria na simulação de episódios, sem o conhecimento do servidor, com o objetivo de verificar sua honestidade e predisposição para cometer crimes contra a administração pública. Rodrigues argumentou que a proposta expõe o agente público a situações de indignidade e não é instrumento efetivo de combate à corrupção. Isso é questionável, mas é fato, também, como ele mesmo afirmou, que se o projeto fosse aprovado quem seria submetido ao teste seria o servidor público de baixo escalão, com pouca ou nenhuma influência nos rumos da administração.
Teste que deveria ser aplicado no grandes corruptos apenas, entre eles vereadores, deputados de toda ordem e senadores e também prefeitos e governadores.
Seria tipo a malha fina da receita federal: só pega assalariados, nunca os grandes envolvidos em corrupção…