Cotas
17, junho, 2010
Estado mais “branco” do Brasil, seria inimaginável uma eleição em Santa Catarina se no Estatuto da Igualdade Racial, aprovado ontem no Senado, fosse mantida uma emenda, que foi suprimida pelo relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), obrigando a reserva de 10% das vagas de cada partido ou coligação para candidatos representantes da população negra. Em dezenas de municípios os candidatos teriam que ser importados, literalmente.
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Acho esse negócio de cotas um absurdo. A pessoa precisa aparecer por suas qualidades e não pela cor de sua pele! Se um candidato negro tiver qualidades de se apresentar como candidato a vereador, prefeito, deputado, o que for, que o seja! O mérito tem de ser visto pelas qualidades, pelo caráter e não por algo tão pouco importante como a cor da pele! Se a cor branca da pele fosse demonstração de superioridade, não haveria brancos ladrões! A propósito, vi uma minideclaração de uma representante das organizações de negros num telejornal anteontem à noite em que dizia “há séculos somos excluídos” e outros disparates. Ao que me consta, a nenhum negro ou mulato é negado o direito de fazer vestibular, entrar em universidade, participar de concurso… Mas para entrar pela porta da frente é necessário seguir os trâmites que todos seguem: muito estudo árduo!