Sem “todes”
Nesta semana, quando o Brasil amargou a posição 65 em meio a 81 países que foram avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei da deputada Erika Kokay (PT) que institui uma política nacional de linguagem simples, com procedimentos a serem adotados pelos órgãos e entidades da administração pública em suas comunicações com a população. Detalhe: no projeto tem uma emenda, que era absolutamente inesperada pela autora, movida por outras intenções: incluiu entre as recomendações técnicas não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, como a aberração “todes”, usado para se referir a pessoas que não se identificam com o gênero masculino ou feminino.