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Nojo da justiça

4, agosto, 2010

A justiça enoja quando decide fazer injustiça. Acusados de vender sentenças para a máfia dos caça-níqueis, o ministro do STJ Paulo Geraldo Medina e o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região José Eduardo Carreira Alvim receberam ontem a mais alta punição administrativa da magistratura: foram aposentados compulsoriamente. No caso, com direito a salário integral. Medina receberá mensalmente R$ 25.386,97, enquanto Alvim se afasta com uma remuneração mensal de R$ 24.117,62. Esta foi a primeira vez que o Conselho Nacional de Justiça, criado em 2005, julgou e condenou um ministro do STJ. Julgou mal, muito mal.

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