Críticos de dança que estão vendo o Festival de Dança de Joinville ficaram encantados com o espetáculo “Cabeças”, da Cia 255, apresentado anteontem. Criada em 2024, a obra é inspirada na história da Sociedade Kênia Clube, fundada em 1960 por moradores negros da cidade em resposta à segregação racial e não oficial que os impedia de frequentar os mesmos espaços de lazer da população branca. Já premiada nacionalmente, a coreografia mudou a trajetória do clube com sua comovente reflexão sobre ancestralidade e pertencimento.
Ontem, 22, foi o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, instituído por lei recente sancionada pelo governador Jorginho Mello. Foi para se refletir, não comemorar. Dados já levantados pelo Ministério Público estadual entre 2020 e 2024, com atualização dos números absolutos até 2025, apontam que 65,6% das vítimas de feminicídio eram mães, dentre as quais 45,9% possuíam filhos em comum com o agressor.
O impacto ultrapassa os números. Além das vidas interrompidas, esses crimes atingem crianças, adolescentes e familiares que passam a conviver com perdas irreparáveis. Para dar visibilidade a essa trágica realidade, o MP-SC e Polícia Científica já estão trabalhando para identificar crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio no Estado. Atualmente, não há um levantamento consolidado sobre esse público em SC.
Em várias colunas de política da mídia impressa nacional a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) continua pontuando como um nome para vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O viés, agora, é sua cotação, em baixa. Está enquadrada numa espécie de “plano C” do candidato. A preferida é Daniella Marques, do Republicanos. O “plano B”, já descartado, seria a senadora Tereza Cristina. Julia teria uma concorrente: a deputada Bia Kicis.
A Justiça Eleitoral de SC criou uma comissão interdisciplinar voltada exclusivamente ao planejamento de contingências relacionadas aos efeitos do fenômeno El Niño. A preocupação é garantir a realização das eleições mesmo diante de possíveis enchentes, deslizamentos e bloqueios de rodovias durante o período eleitoral. O grupo trabalha na elaboração de um guia interno de resiliência climática, prevendo diferentes cenários.
SC ganha na terça-feira um documento completo sobre a história da Ponte Hercílio Luz. O jornalista e escritor Maurício Oliveira e a Editora Expressão lançam o livro “Ponte Hercílio Luz – 100 anos”. A publicação aborda do projeto inicial às comemorações do centenário da travessia, em 2026, e revisita o desenvolvimento de Florianópolis e do Estado no último século. Amplamente ilustrada com fotos e documentos, traz preciosidades contadas a partir de entrevistas feitas pelo autor com personagens da história já falecidos, como Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho, e Cândido Machado, operário que participou da construção dos alicerces da Hercílio Luz. A sessão de autógrafos será no Pátio Milano, em Florianópolis, às 19h30.
Caçar javalis e receber R$ 100 por cabeça é para profissionais, digamos assim. Que o diga o deputado estadual Lucas Neves, que encaminhou requerimentos aos órgãos federais e estaduais após reunir controladores de javali em audiência pública na Alesc. Isto porque chega a dois anos, na Polícia Federal, o prazo para eles conseguirem autorização para porte e uso de armas e munições. O Ibama exige atualização dos relatórios de caça duas vezes por ano. Também é preciso autorização do ICMBio para controle em parques federais. O que se quer é menos burocracia, inclusive do governo estadual, o principal interessado, cujo decreto sobre a medida cria novas obrigações aos controladores, como cursos e exames. Enquanto isso os javalis vão fazendo estragos milionários.
A propósito, vez causando impacto entre ambientalistas brasileiros o registro, em Florianópolis, em outubro do ano passado, no bairro Ratones, no norte da Ilha de SC, da presença de 11 exemplares da rã-touro, originária dos Estados e introduzida no Brasil por volta da década de 1930, para produção de carne. O bicho, esverdeado e de coaxar barulhento, que chega a medir 20 centímetros, tornou-se uma ameaça ao ecossistema local, já que não possui predadores naturais, tanto no local como em todo Brasil.
Na volta do recesso, o plenário da Alesc deliberará sobre um projeto de lei que declara integrante do Patrimônio Cultural Imaterial de SC o “frühstück”. É assim que se chama café da manhã em alemão. Café que é uma refeição importante na cultura germânica, frequentemente composto por pães, queijos, embutidos, e acompanhamentos, como café ou chá.