Tem tudo para ser polêmico e render muito bate-boca, projeto de lei do deputado estadual Jesse Lopes (PL) que propõe o fim das ações afirmativas de raça, deficiência e gênero nas universidades estaduais, que no caso catarinense se limita à Udesc, que as defende como forma de promoção da inclusão social. Pelo projeto, tudo seria condicionado a critérios socioeconômicos.
Levantamento da Transparência Internacional encontrou falhas graves dos governos estaduais na prestação de informações sobre a destinação dos recursos de emendas parlamentares. Apenas três fazem de forma integral: Acre, Minas Gerais e o Distrito Federal. SC ficou na nada honrosa 19ª posição no ranking nacional, liderado pelo Espírito Santo e tendo em último lugar o Amapá.
Elogiável a iniciativa da Assembleia Legislativa em propor uma sessão especial, realizada na noite de anteontem, para celebrar os
130 anos de laços entre Brasil e Japão, com SC em destaque nessa linha do tempo. A eles se deve em boa parte a modernização da agricultura, com tecnologia e técnicas que impulsionaram especialmente a produção de maçã e pera por aqui. Entre os homenageados estava lá um dos produtores pioneiros da deliciosa maçã Fuji, o fruticultor, vitivinicultor e integrante do grupo Hirigami, Fumio Hiragami.
Que sirva de alerta decisão da Vara da Infância e Juventude de comarca da Grande Florianópolis que destituiu o poder familiar de um casal adotante. Comprovou-se a ocorrência de abandono afetivo qualificado, caracterizado por práticas de violência e humilhação. Mas o que chama a atenção na decisão é a condenação ao pagamento de R$ 100 mil de indenização por danos morais.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República passou a dar um tratamento dirigido para estados da federação quando a informação é nacional mas também rem recorte estadual. Ontem, por exemplo, mandou dizer que SC registra saldo de 83,8 mil novos postos formais de trabalho nos oito primeiros meses de 2025. No mesmo período o Brasil superou a marca de 1,5 milhão.
Dois padres católicos encabeçam a lista de assinaturas em ação popular protocolada na Justiça, em Florianópolis, pedindo a imediata suspensão do decreto do prefeito Topázio Neto, que pune com multas e sanções as pessoas e entidades que distribuem comida à população em situação de rua. O decreto entre em vigor hoje. Topázio propõe outra estratégia, o programa Marmita Legal, que promete organizar a distribuição voluntária e gratuita, visando garantir segurança sanitária e melhor gestão dos espaços públicos. O problema é o uso político disso, já que a não solução do problema não interessa a alguns grupos políticos.
Muitos políticos catarinenses estavam bem interessados no aumento de 16 para 20 no número de deputados federais se fosse mantida a boa ideia original de que fosse redefinida a representação de acordo com a população. O ministro “supremo” Luiz Fux deferiu ontem pedido do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, para que se mantenha no pleito do próximo ano o mesmo número de deputados federais por Estado que vigorou no pleito de 2022.
Com todos os problemas que estão acontecendo no país, dá engulhos ver imensos espaços na mídia nacional sobre “pistas” que subcelebridades estão dando sobre a novela “Vale Tudo” quanto à reta final do folhetim, em especial com o desfecho da personagem Odete Roitman. Pior que isso é ver gente “instruída” fazendo apostas.
A UFSC está apresentando a minuta da sua política institucional de combate à evasão, para receber contribuições e ser implementada. O problema é grave e alguns dados assustam: entre 2008 e 2023, 45,6% das matrículas na instituição resultaram em evasão, que é mais frequente nos primeiros semestres, com a maioria dos estudantes abandonando o curso antes do chegar à metade dele.