O despreparado Jorge Messias – sem reputação ilibada e sem conhecimento jurídico, frise-se novamente – aceitou a desaprovação pelo Senado de sua indicação a ministro “supremo” dizendo compreender “que nada acontece por acaso e que esse desfecho faz parte de um plano de Deus para a minha trajetória”. Quem pensa assim não pode ser magistrado, seja “supremo” ou não. Se fosse assim todos os criminosos deveriam não apenas ser julgados inocentes como glorificados pela obediência aos planos do Senhor.
Na operação “Ajuste Fino”, do eficientíssimo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de SC, em Palhoça, nesta semana, apareceu uma novidade, atribuída a criminosos especializados: fraude a licitações em massa, no atacadão mesmo, como um cartel, oferecendo propostas muito abaixo do valor de mercado, até 70% menores, e depois não cumprir os contratos. O detalhe preocupante: o modelo palhocense está sendo usado para fraudar dezenas de licitações no Estado.
Na excitante votação do Senado que negou ao despreparado – sem reputação ilibada e sem suficiente conhecimento jurídico, diga-se, de quem avalia de forma isenta – Jorge Messias o sonho de se tornar ministro “supremo”, em boa parte do tempo o senador Jorge Seif (PL-SC) fincou pés junto à Mesa Diretora, foco de todas as câmeras. Fez o papel de perfeito papagaio de pirata, com acompanhamentos.
A Câmara dos Deputados aprovou terça-feira um projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais, prática associada à fabricação do foie gras (patê de fígado gordo de pato ou ganso). O texto segue agora para sanção presidencial e, se confirmado, deve colocar o Brasil como o segundo país da América Latina, após a Argentina, a adotar uma proibição abrangente desse tipo de produto.
SC está muito à frente. Em novembro de 2015 o então prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, assinou a lei complementar 1.008 que fez da cidade uma das primeiras do Brasil a estabelecer tal proibição. Pouco antes Blumenau deu outros recados ao país, proibindo o aluguel de cães para guarda patrimonial, de animais em circo e das famigeradas puxadas de cavalo.
Separados há 13 anos, os integrantes da lendária banda Barão Vermelho, agora todos sessentões, decidiram se reunir para uma turnê pelo Brasil. O único show em SC será em Florianópolis, na Arena Opus, dia 8 de agosto.
A sessão ordinária de ontem na Assembleia Legislativa foi marcada por um forte posicionamento em defesa das vítimas de violência de gênero. O destaque ficou para a fala da deputada Paulinha (Podemos), que apresentou e defendeu o projeto de lei 275/2026, voltado ao endurecimento das regras para condenados por crimes graves como feminicídio, estupro e pedofilia.
A proposta prevê a proibição de visitas íntimas para condenados por esses crimes, desde que haja sentença transitada em julgado nos estabelecimentos penitenciários do Estado. Somente neste ano, 22 mulheres já foram mortas em SC, dos quais 10 casos registrados em um único mês.
A pré-escola, etapa mais que importante e obrigatória na trajetória escolar, exclui 316.880 crianças de 4 e 5 anos no Brasil, ou 6% dessa população, conforme indicador feito com dados do Censo Escolar e projeções populacionais do IBGE. No ranking nacional de tal exclusão SC comparece na 16ª posição, com 4,83% de crianças. Em 1º está o Piauí, com invejáveis 100% e em último o Amapá (dos impagáveis senadores David Alcolumbre e Randolfe Rodrigues), que atende apenas 69,79%.