Enquanto o ministro “supremo” Flávio Dino quer pôr fim aos obscenos penduricalhos que engordam os salários de uma elite do funcionalismo público, tentativas do tipo ainda prosperam. Em Tubarão, por exemplo, uma lei municipal, agora objeto de ação popular, institui auxílio-saúde para vereadores e servidores do Legislativo.
Quem consegue cantar uma frase inteira dos sambas-enredo das maiores escolas de samba do Brasil que desfilarão nas próximas horas? O que aconteceu? Há anos que são chatas, monótonas, quase todas iguais. Nada que lembre as memoráveis marchinhas como Mamãe Eu Quero, Me Dá Um Dinheiro Aí, A Jardineira, Ó Abre Alas, Aurora, Allah-La-Ô, Cidade Maravilhosa, Cachaça Não É Água, Cabeleira do Zezé, O Teu Cabelo Não Nega, Taí, Máscara Negra, Turma do Funil, Sassaricando….
O estridente senador e líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), virou alvo de piadas nas redes sociais após participar da inauguração de um comedouro para pets no Porto do Povo de Santana, no Amapá, fazendo questão de compartilhar o fato nas redes sociais. Nada demais se o comedouro, que recebeu o nome de “Espalho Orelha” em homenagem ao cão morto brutalmente em Florianópolis, tivesse uma tosca estrutura de quatro canos de PVC, potes para ração e uma pequena cobertura para proteção do sol.
A pesca com auxílio de botos em Laguna, conhecida mundialmente, poderá se tornar patrimônio cultural brasileiro. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu consulta pública para registrá-la.
Em semana quase sem atividades legislativas, a Alesc aprovou anteontem projetos que instituem duas novas datas comemorativas em SC: é a Semana da Cultura Gospel, a ser celebrada anualmente, na última semana de abril; e o Dia Estadual do Veterano, em 18 de julho.
Com tantas pendências a resolver para ontem, o plenário quase que completamente vazio da Câmara dos Deputados, anteontem, expôs o quanto a classe política está distante do que o eleitor espera dela. Na sessão estavam lá apenas 10 deputados dos 531.
Agem corretamente as autoridades policiais de SC, passada a tsnami do caso Orelha, em ir atrás de quem deu origem a tudo isso, propagando informações falsas. Ficou impagável a atuação de uma senhora que primeiramente lançou imagens nas redes sociais de suposto adolescente flagelando o animal, e quando tentou voltar atrás já era tarde.
Afastado por importunação sexual, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, que é catarinense de Timbó, Marco Buzzi, fez uma palestra, dia 18 de dezembro do ano passado, num simpósio da própria instituição, em Brasília, para discutir violência doméstica e justiça. Declarou que o mundo estava “melhorando muito” para a mulher, com o aumento da presença feminina em posições decisórias. Disse ainda que enquanto juiz de carreira em vara de família, infância e juventude, ele e outros magistrados “construíram certos direitos”, principalmente para a população feminina.
Novas informações divulgadas ontem dizem que Buzzi, que faz parte daquela elite do Judiciário que consegue algum tipo de “penduricalho” para driblar o teto do funcionalismo, embolsou R$ 614,4 mil de setembro a dezembro do ano passado. Valores que no seu contracheque são justificados com a rubrica “direitos eventuais”.