Se o senador Jorge Seif (PL-SC) perder o mandato no julgamento marcado para a próxima quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral, a própria corte eleitoral deverá decidir o pós, entre duas alternativas: uma nova eleição ou a ascensão do segundo colocado na eleição de 2022, Raimundo Colombo, do PSD.
Estão abertas as inscrições para ingresso no Corpo de Bombeiros Militar de SC, que põe a corporação entre as mais valorizadas do serviço público no Brasil. Os editais lançados são para os cursos de formação de oficiais e praças, com 110 vagas. Detalhe: durante o curso o aluno recebe um subsídio de R$ 18.670,37, mais auxílio-alimentação de R$ 550. Quando concluir e for promovido a 2º tenente, iniciando a carreira, o vencimento passa para R$ 21.284,40, além do benefício de alimentação.
Em pleno século 21 ainda acontece isso: a prefeitura de Catanduvas, no oeste do Estado, fez uma chamada pública restrita a homens para contratação de um educador social, sob o argumento de que o cargo exigiria o uso de força física para lidar com pessoas que resistem à abordagem. Que está sendo judicializada, lógico. A Constituição Federal e as leis trabalhistas dizem de forma absolutamente cristalina que pessoas dos sexos feminino e masculino têm exatamente os mesmos direitos no mercado de trabalho e protegem o acesso das mulheres ao serviço público, vedando qualquer tipo de discriminação.
A proibição das cotas raciais está colocando SC na mídia nacional, onde, em reportagens, artigos e até editoriais, se condena a medida, unanimemente. Como voz única, a Procuradoria Geral do Estado de SC sustenta que não, argumentando que decisões até agora do e no STF são sobre a constitucionalidade da criação de cotas, como uma forma de distinção permitida em relação ao princípio da igualdade, porém sem proibir a vedação ou a limitação dessas políticas pelo poder público. Outro argumento é que a sanção foi protegida pelo exercício da autonomia estadual. A discussão irá longe.
A propósito, a Universidade do Estado (Udesc), que criticou a sanção da lei, tem apenas 5,2% dos seus professores que se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas, índice que é de 25% nas demais universidades estaduais do país. Na população brasileira, são 56,3% de pessoas pretas, pardas ou indígenas; na de SC é de 23,5%, conforme o IBGE.
Enquanto isso, o Dia Nacional da Visibilidade das Pessoas Trans e Travestis, celebrado ontem, está ganhando um contorno histórico na Universidade Federal de Santa Catarina: neste ano ocorre o ingresso do primeiro grupo de estudantes selecionados pelas cotas para pessoas trans na instituição. Nos cursos de graduação e pós-graduação são reservadas 2% das vagas. Já os concursos públicos passam a ter reserva de 1% das vagas.
Continua, em intensidade até maior, a comoção nacional e até internacional pela morte cruel ao cão Orelha, por quatro adolescentes, em Florianópolis. Uma das manifestações que mais está chamando a atenção é a da atriz Paolla Oliveira, que em postagem, aos prantos, expressou sua indignação.
Este espaço, que vê, lê, ouve e é bombardeado por trocentas mensagens por dia, nunca constatou, em tempos recentes, uma repercussão tão intensa, em todo país, destacando-se os grandes jornais, dando páginas inteiras, sobre o caso do cão Orelha. Aqui e acolá, de forma direta ou indireta, alguns atacam os catarinenses simplesmente porque aqui domina o bolsonarismo.
É uma percepção equivocada. O episódio, que, sim, macula a imagem do povo catarinense, conseguiu reunir reações de todo o espectro político, de ideologias distintas, como dos senadores Flávio Bolsonaro (PL) e Humberto Costa (PT), dos deputados federais Kim Kataguiri (MBL) e Jandira Feghali (Psol), e da primeira-dama, Janja da Silva, dentre outros.