Todas as entrevistas recentes que Vera Fischer vem concedendo, dão prazer em quem vê ou lê, como é a que está no portal da revista “Veja”. Em todas mostra que está atenta ao passado e ao futuro e é absolutamente sincera. Em turnê, que já passou por SC, com a peça “O Casal Mais Sexy da América”, diz que uma ideia fixa é ser rica para pode ter um teatro com o seu nome. Quanto a porre, lembra de quando tinha de 14 para 15 anos, e ainda morava em Blumenau. Foi com amigas a um barzinho em Balneário Camboriú e tomou 15 caipirinhas. Foi levada para casa, desmaiada, “mas consegui sobreviver”.
Na ampliação da capacidade operacional da Polícia Rodoviária Federal em SC o foco está no combate a duas infrações de alto risco: o excesso de peso nas rodovias e as fraudes na produção e na comercialização do agente redutor líquido automotivo, que a grande maioria das pessoas nem imagina existir. Se trata de uma substância que reduz a emissão de gases poluentes, capaz de enganar os equipamentos de medição. Na adulteração, os motoristas utilizam reagentes químicos completamente fora dos padrões estabelecidos, como a ureia agrícola. Barbaridade.
Divulgou-se há dias que há ainda, em todo país, 3 mil lixões à céu aberto. A lei de obrigatoriedade do fim deste tipo de descarte, publicada em 2010, estabelecia quatro anos para os municípios se adequarem. Como em 2014 a situação continuava a mesma, os prefeitos esticaram o prazo até o ano passado, e nada. E faça-se honrosa justiça: SC foi o único Estado a cumpri-lo, e desde então não há mais nenhum lixão. Foram substituídos por aterros sanitários, muitos deles envolvendo vários municípios, em consórcios.
A deputada estadual Ana Campagnolo (PL) demonstra estar vingada. Autora de projeto, em 2018, de implantação de câmeras de segurança em salas de aula, recebeu duras críticas de um vereador de Itajaí, que agora é ex-vereador e está preso por crimes sexuais e improbidade.
Enquanto tarda o surgimento de uma legislação em âmbito estadual, prefeituras tentam conter casos de abuso e violência no ambiente escolar, como em Canoinhas. Após afastar servidores por denúncias, instalou câmeras de segurança em salas de aula da rede municipal.
Em julgamento realizado sexta-feira o Supremo Tribunal Federal suspendeu, pelo menos por enquanto, um dos maiores absurdos jurídico-ambientais contra SC: determinou que todos os processos judiciais que discutem a validade de uma norma do Código Estadual do Meio Ambiente devem permanecer suspensos. Caso não fosse mantida, 80% dos municípios do Estado seriam impactados com prejuízos econômicos e sociais, dentre eles, a extinção de cerca de 200 mil empregos, o declínio na geração de renda da ordem de R$ 1,8 bilhão e queda de mais de R$ 400 milhões na arrecadação estadual, além do prejuízo de mais de R$ 10 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.
A decisão decorre de ação direta de inconstitucionalidade no STF
proposta pela Procuradoria-Geral da República, a pedido do Ibama, contra o Código Estadual de SC, de 2009, que define que os campos de altitude se situam acima de 1.500 metros em relação ao nível do mar. O entendimento do Ibama considera que qualquer área acima de 400 metros se enquadra nessa classificação e que, por isso, inúmeras atividades, principalmente agrícolas, teriam que ser limitadas ou até extintas. Uma insanidade.
O governador Jorginho Mello acha que o Ministério Público da Uniao se intromete onde não deve em SC e foi ao Supremo Tribunal Federal reclamar, através de ação direta de inconstitucionalidade. Alega que o MPU em SC tem interferido nas ações do Instituto do Meio Ambiente do Estado (IMA-SC), ao requisitar informações e documentos, exigir que o órgão realize vistorias, confeccione laudos periciais, realize desfazimento de obras, recuperação ambiental e suspensão de licença, entre outros.
Um caso mais que evidente de que os Bolsonaros, acima de tudo e de todos, só pensam em seus interesses pessoais e familiares – os áudios revelados nos últimos dias não deixam dúvida nenhuma – é a possibilidade, cada vez mais real, do vereador Carlos Bolsonaro ser candidato ao Senado por SC no próximo ano. A pergunta que não quer calar: o eleitor catarinense aceitará tal ousadia política? A conferir.