No rastro do caso do cão Orelha em Florianópolis, começaram a avançar na Câmara dos Deputados nada menos que 25 projetos, todos direta ou indiretamente endurecendo medidas contra adolescentes infratores. Nesta semana o plenário aprovou a urgência de uma proposta que muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para prever a internação de menores que cometem atos de extrema crueldade contra animais.
Além disso, o relator da PEC da Segurança Pública, Mendonça Filho (União-PE), indicou que pode mudar o texto para incluir a redução da maioridade penal, prevista na proposta, para todos os crimes, e citou o caso como justificativa. Para lembrar: a primeira PEC sobre o tema originou-se do projeto de lei 3722/2012, do então deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC). Propunha reduzi-la dos atuais 18 anos para 16 ou até menos.
O Instituto Mais Itajaí, entidade formada por 60 empresas locais, anunciou o custeio integral do projeto executivo para a readequação do trevo entre a BR-101 e a Rodovia Jorge Lacerda (SC-412). A mudança desafogaria o trânsito intenso e a operação do Porto de Itajaí, que movimentou 4,7 milhões de toneladas em 2025. A obra está estimada em R$ 60 milhões. O investimento direto do instituto no projeto é de R$ 265 mil, com entrega prevista em 180 dias.
O ano letivo na rede estadual de ensino começa dia 19 com mais uma escola cívico-militar. É a 26ª, em Concórdia. No modelo, oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar atuam como oficiais de gestão e monitores, apoiando a rotina escolar e o desenvolvimento de projetos interdisciplinares e contextualizados, sem interferência na estrutura pedagógica.
Na Câmara dos Deputados tramitam 39 projetos para restringir o poder de ação do Supremo Tribunal Federal. Uma delas têm tramitação mais avançada. De autoria de Caroline De Toni (PL-SC), amplia aos Estados a competência para legislar sobre armas de fogo. Está pronta para ir ao plenário. É uma resposta ao reconhecimento do STF de que o tema é de competência exclusiva da União. A propósito, Caroline tem, junto com Antônio Nicoletti (União Brasil-RR, o maior número de propostas em tramitação: sete.
SC registrou um aumento de 4,04% das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (entre 10 e 20) e C (entre 4 e 10) entre 2022 e 2024. A população nestas faixas de renda passou de 88,03% para 92,07% no Estado, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em termos nacionais, o estudo indica que 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, representando um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.
As antenas deste espaço já flagraram três vezes, em mensagens de leitores postadas nos portais de grandes jornais brasileiros comentando notícias publicadas de ou sobre SC, qualificando o Estado como “Bolsonaristão”.
O sufixo “ão” significa país, lugar de, de qual origem. Assim, “ão” é a nossa tradução para os nomes, como, por exemplo, do de vários países que surgiram do fim da a União das Republicas Socialistas Soviéticas (URRS), como Cazaquistão, Uzebquistão, Turcomenistão, Quirguistão… No caso catarinense, seria lugar do bolsonarismo.
A lei estadual acabando com as cotas raciais, o caso do cão Orelha, Carlos Bolsonaro, o julgamento do senador Jorge Seif e agora a acusação por abuso sexual contra o ministro Marco Buzzi, fora outros, de somenos importância. Assuntos que tem colocado SC na pauta da mídia nacional há quase um mês. Qual será o próximo? A prevalecer o histórico, a farra do boi, se acontecer, tem tudo para ser o eleito.