Com uma frequência impressionante, surgem a toda hora novidades acerca do mercado imobiliário do litoral catarinense. Uma das mais recentes é sobre apartamentos de até 45 m² que passaram a liderar os lançamentos de alto padrão em Itajaí. O arranha-céu Raro, com 50 andares, na Praia Brava, além de academia de 300 m², coworking com salas privativas e estúdio de podcast, restaurante de alto padrão aberto ao público, um spa suspenso com vista para o oceano e um heliponto, terá também o primeiro estacionamento para eVTOLs (carros voadores) da região.
O prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo estadual, João Rodrigues, lembra que o principal inimigo do prefeito Adriano Silva, de Joinville, foi o PL, incluindo Jorginho Mello, na companha contra ele em 2024. Um ex-inimigo que agora é seu pré-candidato a vice-governador. A política é mesmo a arte de engolir sapos.
Prática comum no Primeiro Mundo pode chegar ao Brasil com projeto de lei do deputado federal Cabalchini (MDB-SC), já aprovado na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados: institui o sistema de cashback (crédito financeiro) para consumidores que realizarem a destinação correta de resíduos recicláveis, com descontos nas faturas de energia elétrica e água.
O que a OAB-SC ainda pensa em fazer, através de uma comissão temática já constituída, sua congênere paulista já mandou para o Supremo Tribunal Federal um conjunto de propostas a serem incluídas no Código de Conduta a seus ministros. O documento foi elaborado por uma comissão formada por dois ex-presidentes da Corte, Ellen Gracie e Cézar Peluso, além de ex-ministros da Justiça e juristas.
O que a comissão catarinense já antecipou, encontra quase total paralelo na paulista, ou seja, sugere o fim do princípio da vitaliciedade, que ministros sejam vedados de julgarem processos nos quais as partes ou os advogados representantes sejam parentes de até terceiro grau ou pessoa com “amizade íntima”. Outra proposta é pôr fim à promiscua participação de “supremos” em eventos patrocinados por grupos que tenham “interesse econômico” em processos na Corte. Os paulistas não fazem menção à necessidade de fortalecimento do modelo de decisões colegiadas.
Nas entrelinhas dos vários artigos que continuam a ser publicados em profusão, e nos comentários de leitores, nos grandes jornais brasileiros sobre a morte cruel do cão Orelha e a proibição de cotas raciais por lei catarinense, suspensa pela Justiça, vem surgindo, com preocupante presença, manifestações direta e indiretamente taxando os catarinenses como “nazistas” e insinuando que quem pretendia visitar o Estado deveria repensar a ideia, como “castigo”. O governo estadual deveria ficar atento a isso e dar as devidas respostas. Está se omitindo.
Um exemplo é o da jornalista Ana Cristina Rosa, em artigo na edição impressa de ontem da “Folha de S. Paulo”, para quem a maioria branca catarinense “encontra-se em situação de hipossuficiência devido às inúmeras políticas de Estado adotadas historicamente em favor da ´branquitude´, coisa que beneficiou a maioria branca que povoa o solo catarinense”.
Como aquele jornal tem leitores catarinenses ou que conhecem SC e sua gente, um deles respondeu na tampa: “A maioria branca que constrói o Estado nunca foi beneficiada. Acolheu imigrantes alemães pobres, praticamente não teve escravidão nem agricultura, construiu uma civilização. Visitem Blumenau, Pomerode. O Estado desenvolveu indústrias como a WEG, que trouxeram imigrantes de todo o país que lá vivem com respeito, independente da cor. Porém esse ódio destilado pelos privilegiados da epiderme, não contribui para uma sociedade menos desigual”. Ódio confessado pela autora do artigo logo nas primeiras linhas.
O joinvilense Marcos Fernando Dauner também se manifestou dizendo que “a galera, por aqui (referindo a outras manifestações e do próprio jornal) adora criticar SC, mas quando precisa de emprego de auxiliar de pedreiro, entregador de pizza, motorista de Uber, repositor de supermercado, vai procurar onde? Em SC!”.