Lideranças locais e autoridades de Urubici conheceram quarta-feira um projeto arquitetônico, com investimento de R$ 2 milhões, para transformar a praça central da simpática cidade num espaço público qualificado. Inclui um deck boulevard, lareiras, área coberta para eventos, foodtrucks, palco, pergolado, gazebo, secretaria de apoio ao turista, apoio de serviços e casa do Papai Noel, para funcionar de dia quanto de noite. As inspirações do escritório Naindry são o Superkilen Park, em Copenhague; as praças de Quebec e Montreal, no Canadá; e o Bryant Park, em Nova York, modelo de uso intenso no frio, mobiliário convidativo e identidade visual forte.
No ano passado a Serra Catarinense registrou o maior gasto médio por grupo de visitantes da história: o valor saltou de R$ 2.824 para R$ 3.550, o maior da série histórica iniciada em 2017. Urubici foi o município mais procurado, concentrando 53,6% das escolhas para hospedagem na temporada de inverno. Um detalhe especial: a cidade está em sexto lugar entre as 10 de SC que mais receberam turistas estrangeiros no primeiro semestre de 2025.
Remando contra a maré na votação no primeiro turno da Proposta de Emenda Constitucional que põe fim a escala de trabalho semanal de 6×1, entre os 22 que foram contrários no primeiro turno estiveram os deputados (as) federais catarinenses Carlos Chiodini (MDB), Caroline de Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fabio Schiochet (União Brasil), Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Rafael Pezenti (MDB) e Zé Trovão (PL). O tempo dirá quem estará certo nesta decisão.
O Superior Tribunal de Justiça decidiu suspender os penduricalhos pagos ao ministro catarinense Marco Buzzi, afastado por denúncias de assédio. Os pagamentos extras eram acrescidos ao salário e proporcionavam uma remuneração acima do teto constitucional. Com a medida, ocorrida três meses após seu afastamento, o salário dele cai de uma média de R$ 100 mil para R$ 35 mil por mês. O contribuinte agradece.
Autoridade da Polícia Federal de SC, que tem estreitos contatos com Brasília, diz que seus colegas estimam, estarrecidos, que Daniel Vorcaro tenha sob seu controle, cerca de R$ 180 bilhões, o equivalente a US$ 36 bilhões, em paraísos fiscais. Pode ser mesmo isso, já que ele se dispôs a devolver a fábula de R$ 60 bilhões para cobrir os seus rombos no setor financeiro e, literalmente, comprar sua delação premiada, que não está sendo aceita.
Tem o número 19.875 a mais nova lei estadual sancionada pelo governador Jorginho Mello, e também inspirada no caso do cão Orelha. Obriga a instalação de placas de avisos em estacionamentos públicos e privados alertando os condutores de veículos automotores para que tenham atenção à permanência de animais domésticos no interior dos veículos quando do desembarque. Quem não cumprir a lei receberá advertência na primeira autuação e multa de R$ 1 mil, dobrada a cada reincidência.
Um projeto em tramitação na Alesc deve provocar ruídos nos próximos dias. Do deputado Jessé Lopes, retira uma homenagem que o Legislativo estadual tinha agendado para o influenciador conhecido como Felca. Em abril, ele fez uma postagem afirmando, textualmente: “Sulista e merda é a mesma coisa. Eu odeio sulista; tinha que separar o Sul e jogar uma bomba atômica”. Não merece a homenagem e pronto.
A deputada federal Caroline de Toni apresentou projeto de lei propondo anistiar pais e responsáveis investigados, processados, condenados ou penalizados por adotarem a educação domiciliar, o homeschooling, modelo praticado há séculos no mundo civilizado. O Censo de 2024 apurou que em pleno século 21 o Brasil ainda tem 9,1 milhões de analfabetos, que não sabem ler e nem escrever.
Enquanto isso, o senador catarinense Hermes Klann, em pronunciamento no plenário, terça-feira, defendeu a regulamentação do modelo. Comentou o caso de uma família condenada judicialmente por “abandono intelectual” no município de Jales, no interior de São Paulo. Um absurdo.