O Tribunal de Justiça de SC disponibilizou, desde segunda-feira, o “Botão do Protesto” em todas as comarcas do Estado. Através da ferramenta, os procuradores municipais e estaduais podem fazer o encaminhamento de dividas a protesto sem necessidade de irem até o cartório extrajudicial ou usar sistemas alheios ao da tramitação processual. Uma consequência aferida onde já era utilizado: o índice de recuperação de valores cresceu seis vezes em comparação com a média nacional de recuperação dos executivos fiscais.
Na política de educação no sistema prisional de SC uma ação quase invisível, mas de extrema importância, é o programa Despertar pela Leitura, de incentivo à leitura com a remição de pena. Os dados são eloquentes: atualmente, 34% da população carcerária do Estado participa do programa, percentual que, somado aos 16% matriculados no ensino básico, totaliza 14.122 detentos envolvidos em atividades educacionais – o equivalente a 50,2% da população prisional alocada. A iniciativa prevê a leitura de obras literárias, seguida da produção de resenhas orientadas por professores da rede estadual. A cada livro lido o benefício é a redução de quatro dias na pena.
O italiano Ancelotti convoca seleção brasileira sem Neymar e com o experiente Casemiro. Leu-se ontem que essa é a hombridade que faltava aos treinadores brasileiros: não convocar o pipoqueiro, enrolador e boa vida “Neymala” já na primeira chamada. Não faz falta a uma seleção que tem opções de qualidade de sobra.
A UFSC não pode mudar o nome do seu campus em Florianópolis, ou cassar o que já tem – do seu ex-reitor e fundador, João David Ferreira Lima – enquanto não houver decisão expressa e definitiva do seu Conselho Universitário – que já a adiou por duas vezes – sobre mandado de segurança impetrado pelo filho do ex-professor no processo administrativo da instituição.
Algumas universidades federais – a nossa UFSC entre elas – estão fazendo revisionismo histórico ao tentar reescrever sua história conforme a concepção de quem as comanda no momento. A UFSC marca isso ao querer retirar o nome de David Ferreira Lima, seu fundador e primeiro reitor, do seu campus, na Trindade, em Florianópolis, e negar o título de professor emérito a outro reitor por três vezes, Rodolfo Pinto da Luz. Parece estar fazendo escola. Agora é o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e da Justiça e Defesa nos governos FHC e Lula, respectivamente, Nelson Jobim, que teve negada a concessão a ele do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal Fluminense. Motivo: ter adotado posição contrária à criação da Comissão da Verdade e à mudança da Lei da Anistia no segundo mandato do governo Lula.
Os atores Petrônio Gontijo, Nicola Siri, Giuseppe Oristanio e Isadora Ribeiro integram os principais nomes do elenco do filme “Antes do nascer do sol”, sobre a vida de Aury Bodanese (1934-2003), símbolo do cooperativismo brasileiro. O longa-metragem, orçado em R$ 4 milhões e viabilizado pela Lei do Audiovisual, será dirigido pelo cineasta gaúcho Osnei de Lima com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2027.
Gaúcho de Barão de Cotegije mas radicado em Chapecó desde 1956, foi fundador da Cooperalfa, Aurora Alimentos, Fecoagro, Ocesc e Sicoob Maxicrédito. Por isso que o filme vai destacar seu protagonismo regional, com centenas de figurantes para retratar sua vida desde sua infância humilde até as viagens a Porto Alegre e Florianópolis em busca de financiamento para salvar a cooperativa.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre) rejeitou por unanimidade denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em SC contra o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), por suposta discriminação contra venezuelanos. Em postagens em redes sociais desde janeiro de 2024, insinuou que “meia dúvida” de venezuelanos faziam furtos na cidade e que 1.200 deles, dentre 7 mil de todo município, eram beneficiários do Bolsa Família. Parece faltar ocupação para o MPF-SC.
A “Folha de S. Paulo” listou os 100 melhores livros brasileiros de literatura do século 21, com base na escolha de 99 especialistas de um júri ouvidos pelo jornal. A lista, publicada domingo, só tem um nome catarinense. É Dirce Waltrick do Amarante, professora da Universidade Federal de SC, tradutora e autora de livros como “Para Ler Finnegans Wake de James Joyce”.