Saiu a primeira sentença judicial em SC, e provavelmente uma das primeiras do Brasil, já sob a vigência da recente lei federal 15.397. Foi em Joinville, sexta-feira, com a condenação de um homem a mais de 14 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de roubo majorado — subtração de coisa alheia mediante violência ou grave ameaça — praticado contra duas trabalhadoras nas dependências de um shopping local. O fato ocorreu em 17 de maio passado.
A Copa do Mundo ainda não contagiou o torcedor catarinense. Tanto que um levantamento mostra que SC está em último lugar em compras de figurinhas do álbum da competição. O ranking nacional é liderado pelo Rio de Janeiro, com 4,5 milhões de cromos vendidos até a última quinta-feira. Em SC apenas 259 mil.
O colunista Lauro Jardim conta que o TJ-SC está sendo pressionado a promover um seminário obrigatório sobre julgamento com perspectiva racial para magistrados e a rever a decisão que afastou, em processo disciplinar, o juiz indígena Yves Luan Carvalho Guachala. A ong Educafro fez representação, pedindo revisão do caso e questionando que no processo foram reproduzidos estereótipos raciais ao fazer referências à aparência física do magistrado, ao modo de vestir, ao local de residência e a hábitos cotidianos sem relação objetiva com sua atuação funcional.
Na entrevista que o empresário Luciano Hang deu sexta-feira para a “Folha de S. Paulo” ele anunciou que não deve se envolver na campanha eleitoral deste ano. Havia (e continua havendo) muitos candidatos que o contavam como “padrinho”. Ele diz ter amizade com alguns presidenciáveis, como Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), mas descarta, por ora, entrar de cabeça em uma nova campanha eleitoral para algum deles.
Era uma das típicas leis que tinha tudo, como tantas outras, para não sair do papel. Mas a decisão das autoridades estaduais de fazê-la valer está se traduzindo em surpreendentes resultados. A lei 18.987, de julho de 2024, única do gênero no Brasil, já provocou a aplicação de mais de 10 mil autuações (correspondente a um salário mínimo nacional) a pessoas flagradas por porte e uso de entorpecentes em ambientes como ruas, parques e praças.
Pesquisa nacional do instituto Meio/Ideia, de anteontem, mostra o quanto o presidente Lula tem que lutar para convencer catarinenses, gaúchos e paranaenses a votar nele em outubro. O levantamento mostra que apenas os eleitores do Nordeste (57,3%) acham que ele merece um quarto mandato. No resto do país, não. No Sul são 64,1%, contra 34,1% que acham que ele merece continuar no cargo.
Em entrevista para a “Folha de S. Paulo”, jornal que, através de seus trocentos colunistas de esquerda, sempre o demonizaram, o empresário brusquense Luciano Hang afirmou que com o fim da escala de trabalho 6×1, haverá “quebradeira” de pequenas e médias empresas, mais inflação, elevação de custos e demissões. E anunciou que sua rede virará uma multinacional, com abertura de lojas no Paraguai. Está se acertando com o presidente do país vizinho, Santiago Peña, que telefonou para ele para marcar um encontro entre ambos, daqui a 30 dias.
A propósito, a Federação das Indústrias de SC avalia a proposta como “um equívoco que pode custar caro ao Brasil” e que espera que a análise no Senado leve em consideração os impactos sociais e econômicos da medida. A entidade estima que ela poderá resultar na perda de 41,4 mil vagas de trabalho em SC nos próximos dois anos, dos quais 19,1 mil apenas na indústria, além de elevar em 11,4% os custos do trabalho no setor industrial catarinense. A Fiesc defende que a negociação coletiva como a ferramenta mais adequada para se discutir redução de jornada e mudança na escala de trabalho.
O conselho deliberativo do Figueirense reúne-se segunda-feira para decidir entre duas propostas de gestão do clube. A primeira envolve uma desconhecida empresa do Rio Grande do Norte, prospectada pelo ex-presidente destituído da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), Paulo Prisco Paraiso, dona de um risível capital de R$ 100 mil. A outra reúne um grupo de empresários locais, alvinegros, com vida nos negócios recheada de sucessos e com firme propósito de resgatar o clube, que já foi modelo de gestão em tempos idos e que atualmente passa pelo pior momento de sua centenária e histórica trajetória. Se a votação não for protegida pelo anonimato, tudo pode mudar.