A propósito da impressionante violência contra a mulher em SC, o TJ-SC e a UFSC informam existir atualmente no Estado 51 grupos reflexivos e responsabilizantes para homens autores de violência contra as mulheres, distribuídos em 41 comarcas e com abrangência em 65 municípios. Em 2025, ao menos 1.391 homens participaram das atividades. Desde o início da série histórica, em 2020, o total acumulado chega a 6.797 atendimentos.
Os grupos reflexivos integram a política judiciária de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres. Encaminhados pelo Juizado de Violência Doméstica, os homens participam de encontros conduzidos por profissionais capacitados. A participação nos grupos é uma das medidas protetivas que o juiz pode determinar. Não é pena, mas sim intervenção técnica voltada à prevenção da violência. A experiência catarinense é tão boa que o Conselho Nacional de Justiça chamou o TJ-SC para integrar grupo de trabalho para elaborar diretrizes nacionais sobre grupos reflexivos voltados a homens autores de violência doméstica.
A deputada estadual Luciane Carminatti (PT) qualifica como “emergência social” a violência contra a mulher em SC. Cita dados do
Observatório da Violência Contra a Mulher, da Assembleia Legislativa, do qual é coordenadora: entre 2020 e 2025 foram registrados 445.225 crimes de violência contra a mulher em SC, o que representa, em média, 198,5 casos por dia, ou mais de oito por hora. A idade média das vítimas gira em torno dos 36 anos. Outro número estarrecedor: entre 2020 e 2025, 329 mulheres foram assassinadas.
A deputada estadual Luciane Carminatti (PT) qualifica como “emergência social” a violência contra a mulher em SC. Cita dados do
Observatório da Violência Contra a Mulher, da Assembleia Legislativa, do qual é coordenadora: entre 2020 e 2025 foram registrados 445.225 crimes de violência contra a mulher em SC, o que representa, em média, 198,5 casos por dia, ou mais de oito por hora. A idade média das vítimas gira em torno dos 36 anos. Outro número estarrecedor: entre 2020 e 2025, 329 mulheres foram assassinadas.
Um dado preocupa em especial, aponta ela: quando a mulher decide romper o silêncio e pedir ajuda, o Estado precisa estar presente e ativo, mas não é bem assim. SC é o segundo Estado do Brasil com maior taxa de descumprimento de medidas protetivas: uma em cada quatro ordens judiciais é desrespeitada. Assim, medida que não é fiscalizada não protege ninguém. Desalentador.
Isso tudo vem acontecendo apesar das medidas protetivas que já existem. Somente no ano passado foram 31.655. Em janeiro deste ano já foram 3.223 pedidos. O crescimento contínuo indica não apenas a dimensão da violência, mas também maior conscientização e fortalecimento das redes de proteção, que encorajam mulheres a romper o silêncio antes que a violência escale.
A Universidade Federal de SC publicou sexta-feira a resolução que estabelece as normas da consulta informal à comunidade universitária para escolha de candidatos a reitor e vice-reitor. O primeiro turno será dia 1º de abril, e o segundo, se houver, para 14 do mesmo mês. Tal consulta, informal e paritária, é realizada desde 1983 e precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário. Os três candidatos mais votados comporão uma lista a ser encaminhada para o Ministério da Educação, para que o presidente da República nomeie o novo reitor ou reitora.
A Justiça Federal em SC passa a contar, a partir desta semana, com duas novas varas federais e uma nova Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais. A unidades funcionarão em Florianópolis, que recebeu a 10a Vara Federal e a 4a Turma, e Joinville, com a 7ª Vara Federal. As varas (primeira instância) terão competência para julgamento de execuções fiscais, que são processos para cobranças de dívidas com a União e outros órgãos federais. A 4a Turma (segunda instância) funcionará em Florianópolis, com especialização em matéria previdenciária.
A Rede Globo anunciou sexta-feira que está realocando de Nova Iorque o brilhante repórter catarinense Felipe Santana como novo correspondente do principal canal de TV brasileiro na China. Florianopolitano, 40 anos, Felipe começou a namorar as câmeras em 2005, no curso de Cinema na Universidade do Sul de SC, transferindo-se depois para o curso de Jornalismo da UFSC e, em seguida, por diversos veículos de comunicação da Grande Florianópolis. Em 2010 integrou projeto do SporTV e dali em diante foi admitido como contratado pela Globo Rio.
A primeira investida da Globo na China foi feita com outra figura brilhante do jornalismo catarinense, a caçadorense Sonia Bridi, em 2005 e 2006. Sua passagem por lá, com a família, resultou no saboroso livro “Laowai” (Estrangeiro, em tradução literal).